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Cidades

‘Deixaram uma bomba relógio’, diz secretário de Finanças sobre IPTU de Suzano

Chefe da pasta explicou os problemas herdados da última gestão municipal, referente às cobranças de impostos

18 novembro 2017 - 09h45 Por De Suzano
O secretário de Planejamento e Finanças de Suzano, Itamar Viana, realizou na última semana uma série de reuniões com entidades da sociedade civil para prestar esclarecimentos sobre a atualização da Planta Genérica de Valores (PGV) e sobre a cobrança para 2018 do Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU). Nos encontros, o chefe da pasta explicou os problemas herdados da última gestão municipal, referentes à cobrança dos impostos municipais.
 
O secretário debateu os problemas da lei complementar 221/2013, aprovada no primeiro ano do governo passado, que trata da cobrança do IPTU na cidade. Na ocasião, foram estabelecidos mecanismos que, no primeiro momento, reduziram a cobrança do imposto, mas que, no início da gestão municipal seguinte, causariam problemas à população e à administração.
 
Um dos problemas estava no uso de "redutores" na cobrança do tributo sobre terrenos e imóveis, que teriam validade de apenas três anos. Na prática, a lei fez com que, independentemente da vontade do próximo prefeito, houvesse o aumento na cobrança dos impostos. Por exemplo, uma família que paga hoje R$ 350 de IPTU, caso não haja mudança na lei, pode vir a pagar até R$ 1 mil.
 
Outro ponto abordado nas reuniões com a sociedade civil foi a necessidade de atualização da PGV. Ela obedece a uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), para atualizar a arrecadação do município, evitando assim que os cofres públicos sejam penalizados, afetando outros pontos do funcionamento do Poder Público - como Educação, Saúde, Infraestrutura, Segurança Pública, entre outros.
 
Na opinião do chefe da pasta de Planejamento e Finanças, a lei herdada da gestão municipal anterior revelou-se uma "bomba relógio", pelo potencial de aumento em mais de 165% caso não seja alterada. "A lei aprovada em 2013 coloca a atual gestão municipal para escolher entre manter a legislação e acarretar num aumento de 165% na cobrança do IPTU, ou apresentar uma atualização justa que beneficiará não apenas os contribuintes, mas todo o município, sem levar à inadimplência a curto prazo e a problemas nas contas públicas a médio e longo prazos", afirmou Itamar Viana.

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