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Cidades

DER enviará técnicos à Índio-Tibiriçá para verificar ‘falhas’ na sinalização

Motoristas que transitam pela Rodovia Índio-Tibiriçá apontam que acostamentos na pista precisam de manutenções, principalmente na área da pintura de solo

26 novembro 2017 - 12h33 Por Aline Moreira - de Suzano
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) vai enviar técnicos para a Rodovia Índio-Tibiriçá (SP-31) após reclamação de motoristas e pedestres sobre falhas na sinalização da via. A expectativa é analisar a possibilidade de uma nova pintura e sinalização. O DER informou ao DS que todo o trecho em Suzano passou por manutenções na pista. Foram feitas obras nos acostamentos e implantadas faixas e rotatórias na altura dos Km 62 e 68.
 
Motoristas que transitam pela Rodovia Índio-Tibiriçá, no entanto, apontam que acostamentos na pista precisam de manutenções, principalmente na área da pintura de solo. Além disso, muitos reclamam da falta do acostamento nos trechos, entre Palmeiras e Ribeirão Pires. 
 
O DS percorreu quilômetros da rodovia até o bairro de Palmeiras. Constatou que em alguns pontos a pintura está imperceptível. Outros trechos, como rotatórias, não possuem acostamentos. Pedestres, ciclistas e até animais transitavam perto dos carros. 
 
Segundo o vigilante Paulo Gilberto, de 32 anos, a situação da falta de pintura no solo é preocupante perto do bairro Palmeiras, onde os acostamentos não estão bem sinalizados. "O problema nesse trecho é a falta de manutenção da pintura. Agora em direção ao bairro Ouro Fino, e, Ribeirão Pires, a situação é pior porque nem acostamento existe", revela. 
 
O soldador Kaique de Souza, de 19 anos, conta que a falta de sinalização legível do solo da rodovia apresenta riscos de acidentes, principalmente em dias de chuva. "Se nem em dias normais dá para ver a pintura, imagina em dia de chuva", conta. 
 
Outro problema também citado por ele são os trechos em direção a Ribeirão Pires que não apresentam acostamentos e calçadas. "Muitas pessoas andam nos acostamentos porque não tem calçada. Agora quando não tem acostamento, essas pessoas vão andar onde?", questiona. Para ele, deveria existir uma “política pública mais forte” para executar uma fiscalização da via. 
 
Para o caminhoneiro Adenilson Gonçalves, de 51 anos, a rodovia carece de acostamentos no sentido leste, de Ribeirão Pires a Suzano. "Nesses trechos sempre tem pessoas andando no meio da rua, é muito perigoso. Além do mais, a grama que fica perto da rodovia não é cortada e dificulta a visualização das placas", conta. 
 
Passarelas e Pedestres 
 
No trajeto na Índio-Tibiriçá, não foi notada nenhuma passarela para a passagem dos pedestres. Segundo moradores do bairro Palmeiras, a passarela que existia no local foi desativada há 4 anos por conta dos assaltos que ocorriam. "Quando existia a passarela os assaltos eram constantes. Tinham muitos usuários de drogas que ficavam por lá isso assustava os moradores" conta o motorista e morador do bairro, Caio Soares, de 29 anos. 
 
A opinião da população a respeito da falta de passarelas no local diverge bastante. Caio informa que a implantação de radares e faixas de pedestres é mais importante do que a passarela. 
 
Já para a diarista Maria Aparecida dos Santos, de 58 anos, a passarela é importante, pois evitaria acidentes. "Os motoristas não têm respeito com os pedestres e os pedestres não têm respeito com as faixas, se existisse a passarela, esses problemas não irão mais acontecer", conta. Além disso, ela enfatiza a importância de um local seguro para os deficientes físicos atravessarem a rodovia. 

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