Por recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Suzano vai adotar medidas em janeiro de 2018 para proporcionar maior eficiência no abastecimento de água potável em locais e comunidades do município onde não há a presença de serviços de saneamento básico e ainda reduzir gastos referentes a execução desse trabalho.
A medida pode trazer economia de até R$ 1,5 milhão por ano. Um levantamento realizado pela pasta desde o mês de abril apontou discrepâncias, desperdícios e utilização indevida de água potável que é comprada da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e distribuída pela Prefeitura. Há situações que ocorrem há quase três décadas. Hoje, a cidade conta com 145 caixas d’água comunitárias espalhadas por vários pontos, sendo a grande maioria no distrito de Palmeiras (140) e as demais nas regiões do Raffo (1), Fazenda Aya (2) e Jardim Monte Cristo (2). Esses reservatórios – cada um com capacidade de armazenamento de 5 mil litros – são responsáveis pelo abastecimento de milhares de famílias que vivem em localidades do município para onde benfeitorias dessa natureza, de responsabilidade da Sabesp, não podem ser levadas, em razão de impedimentos pelas leis ambientais ou mesmo por se tratarem de assentamentos irregulares existentes há muito tempo. No entanto, a administração municipal constatou que há defasagem no fornecimento de água potável em comunidades com grande concentração de famílias e uso exagerado e irregular por parte de poucas pessoas, principalmente em chácaras e sítios.
Por esse motivo, em janeiro de 2018 a Secretaria Municipal de Manutenção e Serviços Urbanos enviará notificações aos responsáveis pelas caixas para informar sobre essa situação e comunicar a decisão de que haverá corte definitivo do abastecimento onde há uso indevido ou questionável. Ao todo, neste primeiro momento, está previsto o cancelamento do fornecimento de água em 40% das 145 caixas existentes. Dos reservatórios que restarem, 30% vão continuar normalmente com o abastecimento e 70% passarão por vistoria. O corte deverá ocorrer 60 dias após o recebimento da notificação. Caso não concordem com a medida, os responsáveis pelas caixas terão que comprovar, por meio de laudo técnico, a impossibilidade de abertura de poço artesiano ou que a água não é própria para consumo humano.
“Há situações em que a água fornecida de graça pela Prefeitura de Suzano é utilizada de forma irregular, como preencher piscinas e outras caixas particulares, inclusive em chácaras e sítios que são alugados para festas e eventos. Enquanto isso, há comunidades extremamente carentes, como na região do Jardim Monte Cristo, em que há a necessidade de se ampliar o serviço, tanto na quantidade como na frequência de abastecimento por mês”, destacou o secretário municipal de Manutenção e Serviços Urbanos, Ari Serafim Barbosa.