Os 30 mil suzanenses usuários dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vão começar o ano de 2018 pagando R$ 4 pela passagem. O aumento de 5,26% foi definido na quarta-feira pelo governo do Estado de São Paulo e informado na tarde de ontem. Além dos suzanenses, 190 mil usuários que utilizam a Linha-11 Coral, trecho Guaianases-Estudantes, irão desembolsar R$ 0,20 a mais pela passagem.
O novo valor começa a ser pago pela população no primeiro domingo do ano, dia 7 de janeiro. Além do aumento da passagem de trem, os ônibus e metrôs de São Paulo também terão o aumento de R$ 0,20.
As demais tarifas integradas dos ônibus municipais com os trens do Metrô e da CPTM terão aumento de 2,44%. Assim o Bilhete Único Integrado passará de R$ 6,80 para R$ 6,96.
"Os passageiros que carregarem seus bilhetes até as 23h59 do dia 6 de janeiro poderão viajar com o valor da tarifa antiga, até o crédito se esgotar, máximo de R$ 300 por dia e R$ 350 acumulados no cartão", informa a Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo.
Já as modalidades temporais de crédito Mensal ou 24 Horas também terão seus valores reajustados a partir do dia 7. O Bilhete Mensal passa para R$ 194,30, enquanto o valor integrado entre ônibus e trens será de R$ 307,00. Já o Bilhete 24 Horas passa para R$ 15,30 somente ônibus ou R$ 20,50 integrado entre os modais.
Além disso, a secretaria informa que a gratuidade para idosos, estudantes e desempregados não sofrerão nenhuma mudança.
Segundo no governo do Estado, o novo valor de reajuste está abaixo da inflação acumulada desde o último reajuste, em janeiro de 2016. "O reajuste na tarifa dos transportes é necessário para adequar a receita ao custo dos sistemas. Durante o ano de 2017 a tarifa básica se manteve inalterada, graças a um esforço conjunto da prefeitura e do Governo do Estado, para não impactar no orçamento dos cidadãos que dependem do transporte público", informa a pasta. O valor atual da passagem de R$ 3,80 ficou congelado por um ano sem sofrer mudanças ou aumentos. Esse valor foi estipulado pelo ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e pelo governado, Geraldo Alckmin.