Produtores e agricultores rurais de Suzano descartam aumento da produção de hortaliças em 2018 por causa da baixa demanda dos produtos que ainda persiste no setor de hortifrutigranjeiro. A crise econômica foi citada pelos trabalhadores rurais. De acordo com a maioria, a crise ainda afeta as vendas das hortaliças para o mercado, justamente por causa da demanda e oferta, onde os consumidores finais são o ponto decisivo das vendas.
"Pretendo vender o mesmo do ano passado, mesmo com a crise, consegui vender. Para esse ano não espero uma venda maior, as pessoas ainda estão se recuperando da economia, vai demorar um pouco para a gente voltar a vender mais", conta o agricultor Guerino Ramalho Neto, de 63 anos. Outro fator que pode atrapalhar a venda, além das demandas econômicas, é o clima. O alto índice de chuvas pode prejudicar uma plantação inteira. Para o agricultor José Carlos dos Santos, de 53 anos, que planta agrião, o clima quente e as chuvas fortes atrapalham a produção das hortaliças.
"O agrião precisa ser cultivado em até 25 graus, acima disso, ele perde sua estrutura", conta. Durante essa época, ele diminuiu o valor do produto para não ficar no prejuízo. Para esse ano, ele pretende arrecadar 30% a mais do que os três últimos anos. O limite de espaço para a plantação também é algo que influencia o aumento, ou a diminuição, de produção. Roberto Kitagawa, de 63 anos, explica que as vendas baixas não permitem que ele aumente o terreno de suas plantações.
"Vamos manter a quantidade de hortaliças, sem aumento de produção", enfatiza. Para o Sindicato Rural de Suzano, as expectativas de vendas também não são positivas. O diretor da associação, Natalino Kazuo Haraki enfatiza a queda no consumo de hortaliças como ponto decisivo da produção.
"Acreditamos que 2018 será igual a 2017, sem muitas expectativas de melhora. São vários os fatores na queda de produção desses produtos, mas o principal deles é a crise econômica", conta.