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Cidades

Estupro é o crime que mais cresce no Alto Tietê; assassinatos registram queda

Ocorrências de roubo e latrocínio também aumentaram. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública

27 janeiro 2018 - 09h13 Por Marília Campos - Da Região
O Alto Tietê registrou 704 ocorrências de estupro, de janeiro a dezembro de 2017. O número significa quase dois casos por dia, durante o período de um ano, ou uma vítima a cada 12 horas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), em relação a 2016, houve um aumento de 55,4% na verificação deste tipo de delito- que é o que mais cresce na região. O relatório também aponta o crescimento de roubos e latrocínios. Já os homicídios caíram 14,9%, passando de 167 para 142 assassinatos. 
 
Mogi das Cruzes é a cidade com mais estupros registrados no ano passado, foram 156 casos. Itaquaquecetuba e Suzano aparecem em seguida, com 155 e 122 episódios de violência, respectivamente. Todos os municípios verificaram aumento nos registros, com exceção de Arujá, onde a diferença foi de menos três ocorrências em 2017. Em Ferraz de Vasconcelos, o número saltou de 43 para 79 abusos. Poá também observou o crescimento de mais 30 casos. E a soma de acréscimo de ocorrências em Biritiba-Mirim e Guararema chega a 34 registros. 
 
A verificação de latrocínio no Alto Tietê cresceu 15,3%, ainda em comparação a 2016. O roubo seguido de morte fez 15 vítimas na região durante o ano passado. O município com mais ocorrências deste delito foi Poá, onde seis registros foram observados. Conforme o levantamento da SSP, o crescimento total de roubos nas dez cidades foi de 4,2%, passando de 8,9 mil ocorrências para 9,3 mil. A contabilização exclui os assaltos a veículos, cargas e bancos. Embora os homicídios tenham caído, o número de assassinatos na região chegou a 142 no ano de 2017. Suzano foi o município mais violento, com 39 mortes. 

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