Mesmo com a preocupação em torno da febre amarela, população continua visitando os parques da cidade. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente não viu necessidade em fechar, mesmo que temporariamente, o parque Max Feffer, pela informação de que Suzano não está na área de risco do Estado. Além disso, a pasta informou que não há nenhuma recomendação especifica para os munícipes a respeito das áreas de matas da cidade. O setor de Vigilância Epidemiológica de Suzano pede a população para usarem repelentes caso freqüentem locais de matas ou de grande aglomeração de mosquitos.
Mesmo com recomendações vindas do Estado para evitar parques municipais, pessoas continuam freqüentando normalmente o Parque Max Feffer. A preocupação é contínua, mas muitos não abrem mão de algumas horas de lazer. "A gente tem um pouco de receio, principalmente os que não foram imunizados. Mas não podemos parar a vida por causa disso. Estamos nos protegendo de outras formas", conta a funcionária da lanchonete situada no parque, Priscila Alves, de 31 anos.
"Cada um sente uma medo diferente. Por isso os postos de saúde estão tão lotados. Acho que deixar de vir ao parque não vai adiantar nada, você pode ser picado em qualquer lugar" conta o também funcionário da lanchonete, José Onofre Alves, de 72 anos. Os dois funcionários ainda não tomaram a vacina contra a febre amarela.
A ajudante geral e moradora de Poá, Adriana Ramos, de 38 anos, conta que por ainda não ter se vacinado, tem utilizado repelente com mais freqüência. "Agora o repelente não sai da minha bolsa. Com os postos lotados, eu ainda não consegui me vacinar, então tive que achar outras medidas de proteção, mas deixar de frequentar os parques por isso, jamais", explica.
A autônoma Sidneide de Sá, de 44 anos, acredita que evitar frequentar os parques da região é evitar a diversão das crianças. Ela estava acompanhada dos afilhados. "Todos nós já tomamos a vacina, não temos medo de vir pra cá, até porque são férias escolares e as crianças precisam se divertir. E quem ainda não tomou, utilize o repelente". Questionada sobre a situação dos postos de saúde, ela rebate dizendo que é 'exagero' da população. "Toda doença se pega pelo medo, pelo excesso de cuidado, as pessoas estão achando que está tendo epidemia, por isso os postos estão do jeito que estão ninguém se informa direito", explica.
O parque Max Feffer pode ser um dos locais dos mutirões que ocorrerão em breve na cidade. A ação seria para aumentar a meta de vacinação na cidade.