Foram registradas no Alto Tietê, 1.290 quedas de raios nos primeiras duas semanas do ano. A cidade com o maior índice é Guararema com 454 registros. Mogi das Cruzes segue como a segunda cidade com maior número de raios, foram registrados 414. Ferraz de Vasconcelos e Poá tiveram o menor número, 4 registradas em Ferraz e nenhuma incidência registrada em Poá. Em Suzano ocorreram 70 quedas. As informações foram divulgadas pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e são referentes de 1 a 14 de janeiro.
Comparando os índices de 2016 e 2017, pode-se perceber uma diminuição na queda de raios na região. Em 2016 foram computadas mais de 54,6 mil incidências enquanto em 2017, foram registradas 44,1 mil gerando uma redução de 19,26%. De acordo com o levantamento feito pelo Elat, Mogi das Cruzes foi à cidade com o maior índice de raios e Poá com o menor número em dois anos consecutivos. Suzano teve um aumento de 33% nas incidências de 2016 para 2017. Foram 3.642 em 2016 e 4.848 no ano passado.
Ranking
Mesmo com diminuição nos números de quedas de raios nas cidades da região, Itaquaquecetuba possui o 3º lugar no ranking de municípios com maior densidade de raios do estado de São Paulo, com 15,33 descargas elétricas por quilômetro quadrado (km²) no ano. Mesmo não tendo registrado muitas quedas nos dois últimos anos, Itaquá é a cidade que possui a maior probabilidade de sofrer com os raios. Vale ressaltar que o instituto leva em consideração a densidade de descarga atmosférica por km² para elaborar o ranking.
De acordo com o núcleo, Suzano está no 13ª posição, com 13,09 descargas elétricas por km². Ao todo, 8 cidades da região estão entre as 50 do estado com maior descargas elétricas.
O verão é a estação do ano onde ocorrem as maiores incidências de raios causados pelo calor e a umidade do ar. Com isso, prevenções devem ser tomadas para evitar acidentes. Durante as chuvas que apresentarem raios, relâmpagos e trovões o mais indicado é permanecer em casa. Não sendo possível, é preferível procurar abrigo em carros, ônibus ou veículos metálicos não conversíveis; moradias ou prédios; abrigos subterrâneos, tais como metrôs ou túneis.
Além disso, evitar segurar objetos metálicos longos, como tripés, varas de pesca e tacos de golfe; empinar pipas; andar a cavalo e ficar em contato com a água. Vale salientar que pequenas construções como tendas, barracas e celeiros e árvores não apresentam proteção e podem oferecer riscos.
Caso esteja dentro de casa, a pessoa não deve usar telefone com fio, evitar a proximidade com tomadas, canos, janelas e portas metálicas e não tocar em equipamentos ligados à rede elétrica.