O sócio proprietário da PS Engenharia Construção e Comércio Ltda., empresa responsável pela construção da Câmara de Suzano, Pedro Yoshimoto Jr. disse nesta quinta-feira (1º), em entrevista ao DS, que os problemas na estrutura do prédio apontados ontem pelo presidente Leandro Alves de Faria (PR), o Leandrinho, foram ocasionados “por mau uso do prédio público”.
Ele disse que, em 2016, na gestão do presidente Zaqueu Rangel (PSDB), ocorreu, sem autorização da construtora, interferência na estrutura física do prédio, enquanto ainda estava em obra.
Um dos espelhos d’água,que tinha o mesmo mecanismo de uma ‘piscina’, situado na laje, sobre os gabinetes, recebeu uma grande quantidade de água e depois foi esvaziado, sem critério técnico. “A PS (Engenharia) não foi avisada desse procedimento”, disse Yoshimoto Jr, que esteve no DS ao lado do advogado Marco Tanoeiro. Segundo ele, a Câmara foi avisada do problema e, mesmo sem ser de sua responsabilidade, a empresa se comprometeu com o então presidente Zaqueu Rangel a efetuar os reparos.
Outra interferência feita sem autorização, segundo o proprietário da PS Engenharia, ocorreu no plenário. Ele disse que informou também ao presidente Zaqueu sobre telhas “amassadas” e furos na laje, que acredita terem sido provocados a partir da instalação de painel e ar-condicionado no local. “Foram todas obras feitas à parte, sem autorização nossa”, explicou.
Nesta semana, o atual presidente da Câmara informou à construtora, que efetue reparos nos problemas de infiltração e vazamentos no prédio. Ele protocolou no Cartório de Títulos e Documentos de Suzano uma notificação extrajudicial.
“Não precisava nada disso. A Câmara sempre me procurou. Sabe do meu endereço. A promessa feita na administração do presidente Zaqueu será cumprida. Os reparos serão feitos, apesar de não ser de responsabilidade da empresa”, explicou. Yoshimoto Jr. também nega que exista infiltrações ou goteiras no prédio. “É umidade”, esclareceu.
A entrega definitiva da obra foi realizada em 30 de outubro de 2017. A obra teve início em 6 de novembro de 2011 e custou R$ 8.279.466,64. O Plenário, local que recebe as sessões e audiências públicas, terá uma área de 807,60 metros quadrados. Os gabinetes de vereadores têm 36 metros quadrados, com sala privativa, sala de trabalho, recepção e banheiro.
A empresa garantiu também que os reparos serão feitos assim que o período de chuvas passar. “Vamos cumprir com nossa palavra”, disse o proprietário, afirmando que a PS Engenharia tem obras importantes realizadas no Alto Tietê e no Estado de São Paulo.