Atualizado às 17h26
O vereador José Carlos de Souza Nascimento (PTB), o Zé Pirueiro, foi preso nesta sexta-feira (2) durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação realizada pelo Ministério Público (MP) descobriu elo entre uma facção criminosa e o transporte complementar de vans em Suzano. O envolvimento do legislador suzanense foi descoberto a partir de escultas telefônicas permitidas pela Justiça. Ao DS, o advogado Dario Resigner, que defende Zé Pirueiro, disse que entrará com pedido de habeas corpus na próxima segunda-feira (5).
Além do vereador, seis pessoas foram presas temporariamente. Destas, três têm ligação com a cooperativa de vans. Promotores do GAECO e policiais militares (PMs) apreenderam drogas, uma pistola (fruto de um furto a um policial militar) e um colete a prova de balas. O material foi encontrado na casa de um dos detidos. Além disso, a sede da empresa do transporte complementar foi alvo de busca e apreensão. Uma quantia de aproximadamente R$ 64 mil - entre real e dólares - foi apreendida.
Segundo o promotor Frederico Vieira Silvério da Silva, a investigação se iniciou há pouco mais de um ano. Uma denúncia deu detalhes sobre a ligação da empresa de transporte complementar de vans e a facção criminosa, que age dentro e fora dos presídios paulistas. "Este depoimento foi fundamental, pois dava conta que o serviço tava corrompido. A sede da empresa era usada para lavagem de dinheiro e reuniões sobre as ordens dadas de dentro dos presídios", explicou.
Silva disse que a operação começou a ser montada durante a madrugada desta sexta. Mas, o desfecho da ação se iniciou no início da manhã. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e sete de prisão temporária. Zé Pirueiro foi preso em sua residência, localizada em Jundiapeba. Os demais alvos foram detidos em Suzano, Poá e São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
Além disso, o promotor reforçou que a investigação continuará. E destacou a importância da cooperação dos batalhões da Polícia Militar (PM) para execução da operação."Continuaremos a investigação, pois os detidos passaram nomes de outros políticos de Suzano. Mas, por enquanto, o que posso dizer é que todos os envolvidos tem ligação com o crime organizado".
Quanto a oitava pessoa levada à sede do MP-SP, em Mogi, o promotor falou que se tratava da namorada de um dos envolvidos. Ela prestou depoimento e foi liberada. Agora, as pessoas presas decorrente à operação ficarão na Cadeia Pública mogiana. Não há informação se eles, inclusive o vereador suzanense, serão transferido a uma unidade do Centro de Detenção Provisória (CDP) da região.