Nas cidades urbanas, se tornou comum ver cabos de telecomunicações, e por vezes cabos elétricos, 'soltos' ou pendurados em postes. Basta uma simples caminhada pela área central para ver a quantidade de cabos nas ruas, alguns ficam entre as árvores, outros em cima de casas ou comércios. Além de causar poluição visual, a fato de não saber se o cabo transmite corrente elétrica é preocupante.
Na malha central de Suzano, a situação não é diferente. Nas principais ruas do Centro, Benjamim Constant e a Avenida General Francisco Glicério, foram encontrados 19 cabos soltos, a grande maioria pertence a empresas de telecomunicações. Muitos estavam na altura dos olhos, causando um contato direto com o pedestre. Mais cabos foram contabilizados nas ruas Felício de Camargo, Monsenhor Nuno, Padre Eustáquio, Dr. Prudente de Morais, Portugal Freixo, Campos Salles e Avenida Antônio Marques de Figueira. Ao total, 12 foram contabilizados. Em todo o Centro são 30, no total. Segundo informações da EDP Bandeirante, empresa de energia responsável pela cidade, os cabos não são energizados.
Opinião
Nas ruas, muitos pedestres transitam ao lado dos fios pendurados, muitos nem desviar do objeto. O DS foi questionar a população sobre o que eles acham da situação. A maioria se mostrou preocupada. A aposentada Cleonice Bispo, de 67 anos conta que já viu pessoas tropeçando em cabos no chão. "Esse cabos causam dois problemas, deixam a cidade muito feia e causam acidentes. É perigoso para nós pedestres porque não sabemos se está ou não energizada e isso é muito preocupante, porque crianças podem mexer nessas coisas".
As funcionárias de uma agência de crédito explicam que o cabo que fica em frente ao posto de trabalho delas causa receio. De acordo com a gerente de crédito Estefania Orrico, de 51 anos, os dias de chuvosos apresentam riscos. "A gente não sabe se está com eletricidade ou não. Temos medo de curto circuito nos dias de chuvas porque é bem em frente a loja", diz.
Já a gerente Juliana de Camargo, de 35 anos, conta que pelo fio estar baixo, o risco de pessoas encostarem é grande. "Mesmo se não estiver com energia é perigoso. Alguém pode encostar ou até mesmo de cortar, por que o fio está desencapado".
Para o fiscal de trânsito, Márcio Ribeiro, de 34 anos, o problema pode ser solucionado através de fiscalização constante. "Cabe as empresas resolverem isso. É muito feio e perigoso ver tudo isso pendurado e jogado no chão. Eu vejo vários aqui no Centro. Nos bairros a história não é diferente. É perigoso principalmente as crianças e aos animais de rua", opina.