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Cidades

Moradores temem desabamentos; 37 áreas são monitoradas contra chuvas

Prefeitura mantém o Plano Verão - conjunto de ações de prevenção e contenção de catástrofes naturais

27 fevereiro 2018 - 11h45 Por Lucas Lima - De Suzano
Moradores de áreas de risco em Suzano temem enchentes e desabamentos em época de chuvas fortes. O principal motivo segundo eles é a falta de manutenção e de monitoramento nos locais. A Prefeitura informou que o Plano Verão - conjunto de ações de prevenção e contenção de catástrofes naturais - continua sendo realizado nas 37 áreas de risco e nas 97 setores de encostas e margens do município. O DS esteve ontem de manhã em três áreas e ouviu reclamação de moradores sobre a falta de manutenção, com mato alto, árvores quebradas, lixos e entulhos, além de bocas de lobo entupidas. Em relação ao monitoramento, os moradores afirmaram que agentes da Prefeitura não vão ao local para vistoriar ou informá-los sobre possível situação de alagamento ou queda de barreiras. 
 
Um dos casos acontece em pelo menos cinco ruas do bairro Parque Maria Helena. A Avenida Benedito Farias Marques Filho, por exemplo, é alvo de enchentes em épocas de chuva devido aos matos altos e bocas de lobo entupidas. Segundo a autônoma Elizete Diniz, que mora na via há 41 anos, a situação piora a cada ano. "A água já chegou a entrar em casa e estragar imóveis. Até mesmo para andar na rua temos que esperar abaixar o nível. De carro mesmo, tem que passar devagar. Não acontece a manutenção para amenizar o caos", lamentou. Na Rua Adelaíde Capela, no Jardim Miriam, os mesmos problemas são encontrados.
 
Já na Estrada do Areião, situada no Jardim Maitê, famílias moram em um morro de terra que fica acima de uma linha férrea. O medo dos moradores é que ocorram desabamentos. Isso porque além de estarem em um local alto, há árvores caídas, mato alto e até mesmo lixos e entulhos sobre as casas. 
 
A dona de casa Luzinete Xavier da Silva comentou que fica em alerta e com medo todas as vezes que chove. "Quando tem chuva de vento é assustador. Mas, confio no trabalho que meu marido fez, que foi de construir a casa. Querer sair daqui até gostaríamos, mas não temos condições para pagar aluguel em outro lugar". 
 
Outra moradora do local, mas que não quis se identificar, disse que nunca viu a Prefeitura realizar monitoramento na área. "Fico aqui porque é o único lar que tenho e confio em Deus para que nada de mal aconteça. Porém, não vejo a administração municipal trabalhar nas questões básicas daqui", argumentou.
A Prefeitura comunicou que o Plano Verão será realizado até março deste ano. Segundo a administração municipal, o monitoramento é feito por equipes que acompanham essas áreas de risco já catalogadas, além dos dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). No município há quatro aparelhos de monitoramento: um no rio Tietê (Parque Maria Helena) e outros três distribuídos nas três regiões da cidade (Palmeiras, Centro e Boa Vista).

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