O Alto Tietê arrecadou no ano passado cerca de R$ 1,87 bilhão em impostos - federal, estadual e municipal. O número apresenta um aumento de 14% em comparação com a arrecadação de 2016, quando a população da região pagou cerca de R$ 952 milhões em impostos. Os dados foram levantados pelo DS no site do Impostômetro e representam a contribuição de 1º de janeiro até 31 de dezembro de ambos os anos (2016 e 2017). Suzano estava e ainda permanece no 3º lugar no ranking do Alto Tietê com as maiores arrecadações. No ano passado, a cidade arrecadou R$ 181,2 milhões, já em 2016 a arrecadação foi de R$ 154,8 milhões, gerando um aumento de 17%.
Mogi das Cruzes é a cidade que mais arrecada impostos na região, foram R$ 345 milhões em 2017. Poá é a segunda com R$ 232 milhões em impostos.
As cidades que coletaram menos impostos foram Salesópolis com R$ 2 milhões; Biritiba Mirim com R$ 6 milhões e Santa Isabel, com R$ 22 milhões. No primeiro mês de 2018, os 10 municípios da região arrecadaram R$ 122 milhões. Mogi, Poá e Suzano são os três municípios com os maiores números, juntas arrecadaram cerca de R$ 85 milhões.
Estado e País
Em 2017, o Estado de São Paulo arrecadou R$ 801 bilhões de impostos. Este número representa 37,39% do total de arrecadação do País, que foi de R$ 2,1 trilhões. Os contribuintes em São Paulo representam mais de 20% dos habitantes do Brasil, 30% das empresas e 25% dos Micros Empreendedores Individuais (MEI) do país.
Já em 2016, o Estado arrecadou R$ 741 bilhões. O número representou 37,48% dos R$ 2 trilhões arrecadados no país naquele ano.
Opinião
De acordo com o economista Luiz Edmundo de Oliveira Moraes, o valor arrecadado em 2017 teve um aumento significativo, mas dentro dos padrões. Com esse aumento ele deduz que isso seja resultado da economia do País, que apresenta sinais de recuperação e com isso 2018 poderá arrecadar um valor maior de impostos.
Porém, mesmo com a recuperação, Moraes acha abusivo o valor arrecado pelos impostos. "Temos uma carga de 40% entre impostos direito e indireto. O problema é que quando é repassado aos municípios, o serviço público não funciona, é pobre e isso demonstra a ineficiência do Estado", opina.
Além disso, ele fez comparações com os dados de 2015, onde o repasse foi de R$ 2,6 bilhões no Alto Tietê. "O resultado do município decorre do repasse federal do ano anterior e uma parte desse aumento resulta da inflação. Ou seja, não é um aumento real. Assim se tirarmos 10 por cento de R$ 2,6 bilhões teríamos R$ 1,9 bilhões em 2015. A recessão em 2015 foi de -3,8 e de -3,6 em 2016", acrescenta.
Vale destacar que o intuito do Impostômetro é fazer com que cada cidadão fique ciente das altas cargas tributárias, para assim incentivar na cobrança dos governos por qualidade nos serviços públicos prestados.
Os dados podem ser acessados por meio do site impostometro.com.br.