Um grupo de manifestantes se reuniu na tarde desta quarta-feira (28), em frente à Prefeitura de Suzano, para protestar contra o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O encontro contou com o apoio de movimentos populares, além da presença do vereador Lisandro Frederico (PSD) e o ex-parlamentar suzanense Israel Lacerda (PRB). Após marchar pelas ruas centrais, o grupo se concentrou na Câmara Municipal, a fim de acompanhar a sessão plenária. Na semana passada, a Casa de Leis aprovou o limitador máximo de 27% na cobrança do imposto, sendo que o índice anterior era de 37%. Apesar disso, a proposta de acréscimo de apenas 2,5%, levantada por Lisandro e Pastor Alceu Cardoso (PRB), foi rejeitada em votação.
O ato, organizado com o auxílio das redes sociais, teve a adesão sindical e de movimentos populares, tais como o Sindicato dos Papeleiros, Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Endireita Suzano e Mulheres de Suzano. Jesse Dias, diretor do sindicato dos papeleiros, e a suzanense Dilma Alencar se posicionaram contra o aumento do IPTU. "Sou moradora há 40 anos e 27% não condiz com a realidade do que a população pode pagar", disse Dilma.
O vereador Lisandro Frederico (PSD) frisou a importância da participação popular. "A expectativa é fortalecer a voz de Suzano. Que a Prefeitura escute o povo que se mobilizou". O parlamentar também explicou que, após a aprovação dos 27% na Câmara, a Casa de Leis não pode tentar novos recursos para reverter a situação. "Trata-se de uma Lei Tributária, agora é com o prefeito". O movimento foi endossado por surdos e tamborins, além de um carro de som que puxou a passeata. "A gente não poderia ficar de fora", disse Ana Lúcia Ferreira, coordenadora da sub-sede da Apeosp em Suzano.
O microempresário José Magno Soares carregava uma bandeira do município. "Venho como cidadão porque aceitar 27% é absurdo".
Para o aposentado Wagner Bissaco, morador do Jardim Imperador, as algumas melhorias na cidade são perceptíveis, mas não justifica o aumento do imposto. "É frustrante porque é o nosso dinheiro mal administrado. Eu sei que estão melhorando o Parque Max Feffer, mas o prolongamento da Rua 7 de Setembro e a implantação do hospital ainda não aconteceu".
No carro de som, pessoas se revezaram no microfone. Enquanto a população atacava o governo e denunciava problemas do município, era possível observar funcionários assistindo ao ato de dentro da prefeitura.
Na sessão de ontem à noite, a manifestação tomou conta do plenário com cartazes, gritos e apitos. Contudo, após pouco mais de uma hora do início dos trabalhos, o público se dispersou.