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Cidades

Comerciantes comemoram rejeição do projeto que proibia fogos de artifício

Lojistas afirmam que a proposta tirava o direito do consumidor. Para eles, texto não iria funcionar

02 março 2018 - 09h07 Por Lucas Lima - De Suzano
Os comerciantes de fogos de artifício de Suzano comemoram a rejeição da Câmara sobre o projeto que proibia a venda dos produtos na cidade. De acordo com proprietários, a proposta tirava o direito do consumidor. Além disso, s afirmaram que o texto não iria funcionar devido os consumidores também comprar os produtos em outros municípios da região ou até mesmo na Capital Paulista. 
 
Com 15 votos contrários e apenas um favorável, o projeto que proíbe a fabricação, armazenamento, comercialização, manuseio e utilização de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ou que causem poluição sonora, foi reprovado na última quarta-feira (28).
 
O projeto de Lei 045/2017 foi tema de uma movimentada audiência pública realizada em setembro na Câmara. Na ocasião, os participantes favoráveis ao projeto ressaltaram que a aprovação desta propositura não beneficiará apenas os animais da cidade, mas também pessoas diagnosticadas com autismo e idosos. Já o grupo contrário à propositura alegou inconstitucionalidade e eventuais demissões que a proibição poderá gerar nas três lojas que comercializam fogos de artifício legalizadas no município. 
 
Comerciantes
O proprietário de uma loja de fogos de artifício localizada na Vila Figueira, Jeferson Ponte Moreno, disse que a proposta não fazia sentido, visto que os produtos são usados com mais frequência apenas nos finais de ano. "Proibir a venda até que seria uma opção, mas a soltura duvido que haveria fiscalização adequada. Além disso, tiraria o direito dos clientes. Sou legalizado desde 1997 e posso afirmar que as vendas acontecem mais aos finais de cada ano. São datas específicas e não todos os dias", argumentou.
 
Já a dona de loja de fogos de artifício na Vila Urupês, Denise Aparecida Cardoso, comentou que deveria ser elaborados projetos com outros objetivos, visando à necessidade maior da população. "Precisamos de tantas melhorias na cidade, ao invés de se preocupar com fogos. Por outro lado, para o nosso comércio foi ótimo ter o projeto rejeitado".
 
Outro proprietário de uma loja de fogos de artifício na cidade, mas que não quis se identificar, disse que a saúde deveria ser o foco principal de todos os governantes. 

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