A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) registrou nos dois primeiros meses do ano, 25 denúncias de assédio por meio do SMS Denúncia - canal de comunicação direta com a central de monitoramento de segurança (CMS). De 2015 para 2017, os números aumentaram 450%. Em 2015, foram registradas 22 denúncias, número que saltou para 111 em 2016 e 121 casos em 2017. Os dados abrangem todas as linhas da CPTM, 7-Rubi; 8-Diamante; 9-Esmeralda; 10-Turquesa; 11-Coral e 12-Safira.
A companhia explica que a intensificação de campanhas de conscientização tem estimulado as mulheres, que passam por constrangimentos dessa natureza, a levarem a denúncia adiante.
"Em caso de ocorrência, a vítima deve informar o fato imediatamente a um funcionário, apontando o autor, a fim de que o mesmo seja conduzido a uma delegacia para o registro do Boletim de Ocorrência. De acordo com a legislação vigente, essa é a única forma de obter êxito na ação, visto que, para a prisão do assediador, é exigido flagrante e testemunha. Em caso de abuso sexual é importante que seja apontada as características e roupas do autor do crime para que o mesmo seja localizado e detido" informa.
Além disso, a CPTM reforça que 230 profissionais foram treinados e agora transmitem os procedimentos para as equipes de todas as estações. Uma lista de telefone e endereço das delegacias da Mulher ou delegacia de Policia mais próxima foi disponibilizada nas 92 estações em caso de ocorrência. "A companhia ainda conta com 1.300 agentes uniformizados e à paisana, que fazem rondas constantes nas estações, e com um sistema de monitoramento com mais de 5.000 câmeras de vigilância em toda a rede", garante.
A CPTM também ressaltou que a colaboração dos usuários, servindo de testemunha para a vítima acompanhando no registro da ocorrência na polícia, é fundamental para que todos os passageiros tenham seus direitos respeitados e os abusadores sejam punidos. Ainda salientou que os empregados das áreas de segurança e operação da CPTM passaram por treinamentos específicos para atendimento às vítimas de abuso sexual como parte da campanha "Juntos podemos parar o abuso sexual nos transportes".