A Vigilância Sanitária de Suzano procurou nesta quinsta-feira (15) a Polícia Civil para, conjuntamente, adotar as medidas necessárias e apurações sobre o material cirúrgico encontrado por um catador de recicláveis no Parque Maria Helena. O DS trouxe reportagem na edição de ontem.
Um boletim de ocorrência de preservação de direitos foi registrado pela prefeitura no 2º DP, porque, segundo a administração municipal, o catador não apresentou a ocorrência na polícia informando sobre o material cirúrgico encontrado.
Nesta quinta, o Sindicato dos Auxiliares Técnicos de Enfermagem e Trabalhadores da Saúde (Sinsaúde) de Suzano e Região afirmou que o material cirúrgico encontrado pelo catador na última terça-feira pode gerar acidentes.
Segundo a entidade, os produtos são cortantes e se for usado de forma inadequada, pode trazer riscos de sangramento e até mesmo de vida.
Caso
O catador Juarez Campos da Silva encontrou, numa rua do Parque Maria Helena, um saco plástico contendo 20 pacotes fechados e esterilizados, com pinças cirúrgicas, tesouras, agulha de punção, cabo de bisturi, agulha para anestesia rack, agulha para sutura e peneira. Além de quatro pacotes de algodão hidrófilo 500g. Os produtos estavam sem identificação de nenhuma unidade de saúde.
Maria Rondan da Silva, a esposa do catador, trabalhou como enfermeira por 20 anos e avaliou o material em ao menos R$ 4 mil.
Sindicato
De acordo com um membro do Sinsaúde, que não quis se identificar, o descarte irregular de materiais como estes é de extremo perigo, visto que até mesmo quem é apto a trabalhar com esses objetos se machucam. "Hoje, o próprio trabalhador da saúde se acidenta por falta de segurança desses materiais no trabalho. São produtos cortantes e que se uma pessoa pegar, pode se machucar feio", explicou.
A Associação Paulista de Medicina (APM) de Suzano e Região foi procurada para comentar sobre o assunto, mas até o fechamento da reportagem não houve resposta.
Pioneira
O gerente da Pioneira de Saneamento de Suzano, Mauro Prado, disse que casos como esses são comuns na cidade. Ele explicou que normalmente a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) é acionada e o produto é incinerado com ações conjuntas de órgãos responsáveis. "Acredito que nesse caso, o produto pode ser de roubo, pois estavam novos e não tinha endereço. De vez ou outra aparece casos assim", explicou.