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Cidades

Suzanenses se preparam para mais um aumento no combustível

Preço médio da gasolina variou 10% nos últimos seis meses, segundo levantamento na cidade

21 março 2018 - 22h25 Por Marília Campos - De Suzano
O novo reajuste do combustível deverá chegar em breve aos postos de abastecimento em Suzano. Embora nenhum gerente entrevistado tenha cravado uma data, a alteração do preço deverá acontecer já que a Petrobras anunciou as adequações dos valores na última terça-feira, dia 20. O aumento da gasolina comercializada nas refinarias foi de 1,06%, passando de R$ 1,58 para R$ 1,60, por litro. Ao longo dos últimos seis meses, entre outubro de 2017 e este mês de março, o preço médio do combustível repassado aos consumidores variou 10%, de R$ 3,63 para R$ 3,99, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP). 
 
O diesel também subiu 1,16% nas refinarias, passando de R$ 1,76 para R$ 1,78. Em Suzano, a variação verificada no preço médio de repasse deste combustível foi de 7,29%, em comparação ao início do quarto trimestre de 2017. Em outubro, os suzanenses pagaram em média R$ 3,63 no litro da gasolina e R$ 3,07 no diesel. Neste mês de março, a ANP apontou a média de R$ 3,99 na gasolina e R$ 3,29 no diesel. Quanto ao etanol, a variação foi a maior observada entre os três tipos de combustíveis, chegando a 18,07%. Há seis meses, o preço médio do álcool em Suzano era de R$ 2,45 e neste mês é de R$ 2,90. Vale ressaltar que a atual política de preços adotada pela Petrobras prevê ajustes contínuos, até mesmo diários. 
 
Nos postos de abastecimentos, os gerentes contaram que ainda não há expectativas para os repasses dos valores. Contudo, os motoristas estão atentos e se mostram aborrecidos com as adequações submetidas. O corretor de imóveis Leandro de Soares diz que não costuma dirigir grandes distâncias, mas sente os reflexos dos aumentos no bolso. "O preço já está acima do que a gente pode pagar. Eu não sei quanto gasto por mês, mas sempre opto pela gasolina. Acho que rende mais". 
 
O técnico em mecânica Wilson Yoshikawa acredita que o constante reajuste é um absurdo. "Está subindo cada vez mais, acho que não precisaria disso. A gente já paga muitos impostos e, acredito eu, que a maior parte deste aumento seja para impostos mais uma vez. Eu ando de carro apenas pela cidade e nos
municípios vizinho, por mês gasto cerca de R$ 200 no etanol. Se fosse gasolina, eu gastaria muito mais". 
 
Valter Lourenço da Silva é caminhoneiro autônomo e depende muito do preço do diesel. "Tem o aumento, mas não é repassado ao valor do frete. Não está mais compensando. Estou pagando, em média, R$ 3,19 no litro do diesel. Por mês eu gasto cerca de R$ 1,4 mil em combustível, representa 40% do frete. A gente (caminhoneiros) não está mais agüentando. Se continuar assim, eu pretendo parar com o negócio", lamentou. 

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