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Suzano

Futuro urbano da cidade deve ser pensado para o pedestre

Fator sustentável também é um dos pontos a serem levados em conta para o bem estar dos munícipes

01 abril 2018 - 00h02 Por Aline Moreira - de Suzano
Mesmo sendo uma cidade que busca o planejamento, Suzano ainda carece de alguns atributos que fariam de sua área central, uma das melhores do Alto Tietê. O fato é que diversas cidades brasileiras enfrentam o mesmo problema urbanístico, ou seja, pessoas ocupando e dividindo o mesmo espaço com prédios e automóveis. 
 
O trânsito é um dos temas mais discutidos nos planos de aprimoramento de espaço em uma cidade. Com o crescimento dos comércios nas áreas centrais, o número de visitantes dobrou nos últimos anos e com isso há a disputa por espaço entre o pedestre e o automóvel. O professor e coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Brás Cubas (UBC), José Francisco Xavier Magalhães explicou, em entrevista ao DS, que a solução deste problema não é tarefa fácil, já que as ações precisam ser planejadas a curto, médio e longo prazo. Ele enfatiza que acomodar a cidade para os automóveis não deveria ser prioridade dos governantes. 
 
"Apostar e investir nas infraestruturas para acomodar cada vez mais carros no sistema viário, não deveria ser prioridade de nossos governantes. Se entendermos que nos centros urbanos é desejável uma maior densidade populacional, ou seja, mais pessoas usufruindo de maneira eficiente as infraestruturas instaladas e principalmente os equipamentos de transportes públicos como os trens e metrôs. Podemos concluir que o carro não pode ser o protagonista deste sistema de mobilidade. Ampliar o espaço para eles, não resolverá em momento algum os problemas dos congestionamentos nos centros de nossas cidades", explica. 
 
Para exemplificar, Magalhães cita algumas cidades européias que estão transformando seus centros urbanos para os pedestres e eliminando a passagem de carros na cidade. "É o caso de Oslo na Noruega e de Hamburgo na Alemanha. Essas cidades vêm investindo em alternativas de transporte público de qualidade, redes de ciclovias e incentivos utilizar menos o carro", cita. 
 
No caso das cidades brasileiras, Magalhães acredita que os Planos Diretor e de Mobilidade de cada município, tem a responsabilidade de minimizar os congestionamentos nos centros e seus impactos, tais como poluição sonora, poluição do ar e aumento da temperatura ambiente. No caso das vias públicas, que apresentam irregularidades em Suzano, ele diz que são de responsabilidade do município, mas acredita que uma das soluções para esse problema seja adotar uma pavimentação que resista mais aos impactos dos automóveis. 
 
Além disso, Magalhães bate na tecla dizendo que a cidade tem potencial para readequar seu Centro, principalmente no quesito de acessibilidade, ele acredita que a cidade tem possibilidade de mudanças para integrar os deficientes físicos. 
 
"O relevo do Centro de Suzano não apresenta grandes declividades, o que proporciona um lugar mais plano e teoricamente com condições ideias para o deslocamento confortável de pedestres, principalmente nos espaços públicos. É claro que pra isso, necessitamos de calçamento e larguras adequadas para incentivar os munícipes", argumenta. 

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