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MINÉRIOS

Após análise, geólogo diz que pedras em Suzano não são meteoritos

Após análise manual, Ideval Souza Costa identificou cinco, das mais de 40 pedras, como minérios de ferro

10 abril 2018 - 22h55 Por Lucas Lima - De Suzano
Apesar de a minoria ser parecida, as mais de 40 pedras encontradas em Suzano não são meteoritos. A confirmação foi dada nesta terça-feira (10) pelo geólogo do Museu de Geociências, localizado no Instituto Geociências (IGc) da USP, Ideval Souza Costa. Ele analisou as pedras manualmente e afirmou que cinco delas, que teriam possibilidade de ser um fragmento de corpo celeste por atraírem imã, são minérios de ferro.
 
As pedras, descartadas de ser um meteorito pelo geólogo, foram encontradas há cerca de 20 dias pelo segurança suzanense Marcos Rogério Benites Pereira, em uma rua de terra batida no Jardim Suzanópolis. Elas têm tamanhos, cores e formatos diferentes. O DS, na última semana, chegou a enviar fotos por e-mail ao especialista, que a princípio tinha observado 18 pedras com possibilidade de ser um meteorito.
 
Nesta terça-feira (10), o DS foi até o Museu de Geociências, em São Paulo, para que as pedras fossem analisadas. Antes disso, Ideval explicou que o procedimento é o mesmo que realiza em campo. "Para ser um meteorito, primeiro de tudo ele tem que ter um registro de queda de onde foi encontrado, em qual momento, por quem etc. Fazer um estudo geológico do local. A queda de meteoritos no planeta Terra é constante, mas são raros de serem encontrados. Isso porque sofrem desgastes no meio do caminho e se separam, caindo em pontos diferentes. Para a análise, as pedras então precisam estar em mãos", explicou. 
 
Segundo ele, meteoritos são provenientes de um cinturão de asteroides situado entre os planetas Júpiter e Marte. Além disso, destacou os fatores que indicam ser um fragmento de corpo celeste são sua constituição química: muito peculiar, diferente de qualquer rocha encontrada na Terra. 
 
Após oito minutos de análise, o geólogo confirmou a identidade das pedras. A maioria foi dada como minerais e rochas. "O que me indica isso são as superfícies das pedras, pois estão 'cozidas'. Não estão escuras, arredondadas e gastas, como um meteorito deveria ser", frisou.
 
Outras foram identificadas como asfalto. "O formato não ajuda, mesmo com bolhas, é um material leve e há materiais da Terra misturados".
 
Teve também uma grande quantidade de pedras de vidro. "Elas têm características de vidro, um exemplo, tem resto de fundição. Isso poderia se passar por um meteorito numa foto, onde a anatomia confundiria, mas em mãos pode se notar que é vidro".
 
Cinco pedras foram identificadas como mais parecidas com um meteorito. Uma delas principalmente pela densidade. "Pela cor delas da para ver que não são meteoritos. Estão oxidadas. Apenas uma que me deixou com mais dúvida, mas por ela não atrair o imã já foi um descarte", completou.

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