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Cidades

Transporte clandestino adia de última hora protesto pela legalização

Entidade aguarda nova tentativa de diálogo com administração suzanense

11 abril 2018 - 23h10 Por Marília Campos - De Suzano
Os motoristas associados à JJ Transportes e Locações optaram por adiar o protesto agendado na tarde desta quarta-feira (11). De acordo com a diretoria da entidade, um posicionamento direto do gabinete propôs uma nova tentativa de diálogo. Os trabalhadores reivindicam a legalização do serviço prestado na região norte de Suzano, já que as fiscalizações dos veículos tem sido taxativas. Para a direção da entidade, o transporte no município é atualmente monopolizado por uma única empresa. 
 
Durante assembleia na sede da associação, localizada no Miguel Badra, o diretor Júlio César Ribeiro da Silva voltou a esclarecer os objetivos do grupo atuante há 20 anos na área. Segundo ele, o protesto é pela legalização do serviço, por meio de edital com o chefe do Executivo que contemplaria 70 vagas no transporte alternativo de Suzano. "Enviamos esse projeto de adesão complementar. Hoje, 130 carros trabalham clandestinamente, o que se refere aos motoristas que ficaram de fora do último edital, de 2009". 
 
Júlio ressaltou que esses veículos são o principal meio de locomoção de 10 mil pessoas, que vivem no extremo norte de Suzano, logo na divisa com as cidades de Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos- áreas em que as linhas oficiais são escassas ou inexistentes. 
 
As fiscalizações das Empresas Metropolitanas de Transportes Urbanos (EMTU) e Polícia Militar (PM) recolheram, segundo a entidade, mais de 100 carros. "A prefeitura se omite, por alegar que são fiscalizações intermunicipais de órgão estadual. A população pede os carros, mas os motoristas estão financeiramente fragilizados com a perda dos veículos. Nosso trabalho não é mais padronizado pelo recolhimento dos carros". 
 
Para a direção da entidade, além deste mal-estar causado pela faixa exposta, os recentes atos de vandalismos contra os ônibus da empresa que presta serviços na cidade têm dificultado a situação. "Para mim, são supostos apedrejamentos. Eu acredito que seja uma estratégia de marketing, porque nós somos os mal-vistos da história", alegou. 

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