A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego divulgou no início de março que a minuta de lei com a padronização das fachadas do comércio de Suzano estava pronta e deveria ser apresentada em breve à Câmara Municipal.
Após um mês, a pasta apontou que o texto ainda passa por estudos e adequações finais, além de não ter data para que o documento seja enviado à Casa de Leis.
Conforme publicado pelo DS, a padronização prevê mudanças em todo o comércio suzanense, não restrita à área central.
A ideia é amenizar a poluição visual na cidade, por meio de disciplina, de forma a prezar por maior qualidade de vida e atrair empreendimentos. A expectativa é de que a medida seja válida já para os novos estabelecimentos que se instalarem no município, à medida que os lojistas se adaptam à novidade.
O projeto tem divido opiniões na malha central de Suzano. Em repercussão sobre o assunto, parte dos comerciantes concorda e acha que será benéfico, enquanto outros condenam a intenção.
A vendedora Jéssica Souza de Moreira, da Móveis do Sul, acredita que a padronização tende atrair a clientela,que poderá ter mais visão dos estabelecimentos. "Vai ficar mais fácil, organizado e limpo. Traz mais clareza".
A gerente da Kofuko Festas, Josy de Jesus, considera a vitrine essencial aos negócios. "É uma ideia legal, fica menos poluído. Mas também pode prejudicar as vendas, se padronizar demais as coisas".
Polliana Santos, da Ótica Eireli, rejeitou a proposta. "Acho que cada tem que montar a sua fachada. Vai da criatividade do proprietário para chamar os clientes".