O Instituto Trata Brasil divulgou nesta quarta-feira (18) os resultados do Ranking do Saneamento Básico, que considera as 100 cidades mais populosas do País. Suzano aparece na 28ª posição da lista, que ainda tem Mogi das Cruzes, na 32ª colocação, e Itaquaquecetuba, no 73º lugar. Os dados são referentes às informações fornecidas pelas próprias operadoras de saneamento em 2016, por meio do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), vinculado ao Ministério das Cidades. Contudo, o estudo pondera a população dos municípios em 2017.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), responsável pela administração da água e esgoto de Suzano e Itaquá, declarou ao SNIS 100% e 98,7% de atendimento total de água a essas cidades, respectivamente. Quanto ao esgoto, a operadora estabeleceu 90% e 66,8% aos indicadores de atendimento nesses municípios da região. Ao considerar somente o esgoto urbano de Suzano, o índice cresce para 93,2%. Já o Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae) de Mogi indicou 90,3% de atendimento total de água na cidade e 85,7% de atendimento de esgoto. Na área urbana, os números chegam a 98% de oferta de água aos mogianos e 93,1% de esgoto tratado.
No município suzanense, o tratamento de esgoto por água consumida é de 54%, enquanto em Itaquá a taxa informada foi de apenas 7,3%. Em Mogi, esta variável chega a 70%. Na relação de investimento e arrecadação das operadoras nessas cidades, a Sabesp apontou 26,8% e 22,5%, em Suzano e Itaquá. Neste quesito, a Semae em Mogi indicou 10,8%. As informações coletadas pelo SNIS configuram a fonte pública mais completa sobre o cenário de saneamento no país.
Apesar disso, vale ressaltar que os dados partem do posicionamento voluntário das operadoras no Brasil. Diante disso, o Instituto Trata Brasil destacou no estudo alguns pontos que merecem maior atenção. No que se refere ao Alto Tietê, a instituição ressaltou a evolução das perdas no faturamento total de Mogi, que reduziu de 45,2%, em 2015, para 30% em 2016. "Apesar de possível, não é comum que os operadores apresentem avanço tão grande no período de um ano".