Durante os meses de janeiro e fevereiro, 55 armas de fogo foram apreendidas nas cidades do Alto Tietê. De acordo com os dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), só no primeiro mês de 2018, 33 artefatos foram recolhidos das ruas. O número representa um aumento de 50% em relação ao índice verificado em janeiro de 2017. Contudo, é menor que o registro de 2016, quando 53 itens foram confiscados nas primeiras semanas do ano.
Em fevereiro, foram 22 apreensões, 10 a mais que o período do ano anterior. Já em 2016, o mês foi o mais violento com 83 ocorrências. Na comparação entre os 12 meses de 2017 e 2016, houve uma queda de 15,5% ao todo. Os municípios com mais casos continuam sendo Mogi das Cruzes, Suzano e Itaquaquecetuba.
Em repercussão com o especialista de segurança pública e privada, Jorge Lordello, a tecnologia empregada tanto pela polícia quanto pelos criminosos é apontada como contribuição para a queda no número de apreensões. Isso porque os mecanismos, principalmente de monitoramento, evitam que as forças de segurança cheguem até as armas.
Em todo o país, o Estado de São Paulo é o território que mais reduziu o número de homicídios. Contudo, para o especialista, as punições brandas para o porte ilegal de armas faz com que os artefatos voltem às mãos dos criminosos. "Após a fiança, o sujeito adquire outra arma e comete crimes, justamente pelo sentimento de impunidade".