Os Correios possuem 12 agências próprias na região, que correm risco de fechar as portas diante do projeto de redesenho da rede atendimentos. A companhia ainda não afirmou o número exato e nem quais filiais irão encerrar as atividades nos próximos meses. De acordo com informações publicadas pelo jornal O Estado de SP, 513 unidades deixarão de funcionar no País, comprometendo o emprego de 5,3 mil pessoas.
No Alto Tietê, 121 funcionários atuam nas agências. Para o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo (Sintect-SP), as demissões e o posicionamento sigiloso da companhia são ilegais.
A empresa disse que não se responsabiliza pela informação de 513 agências fechadas, divulgado na grande imprensa. "O número de unidades que terão suas atividades encerradas ainda não está definido". A respeito das demissões, a companhia ressaltou que há uma série de medidas para motivar o desligamento do trabalhador. "As conclusões alcançadas pelos estudos necessários a este projeto somente serão divulgadas após a exaustiva avaliação interna dos Correios e externa pelos órgãos competentes, processo este ainda em curso".
Em entrevista ao DS, o diretor de imprensa do Sintect-SP, Douglas Mello, afirmou que a notícia chegou ao sindicato por meio da mídia e que nenhuma informação foi repassada diretamente aos trabalhadores. "Segundo consta, o documento está sendo travado sob sigilo da empresa, tanto que não foi divulgada a lista de agências. Do nosso ponto de vista, é ilegal. A demissão só pode acontecer diante motivação". A entidade sindical articulou um ofício à empresa a fim de cobrar informações e questionar o sigilo do processo. "Estamos ainda agendando uma audiência pública com os parlamentares de Brasília, na próxima semana, para discutir a situação".
O projeto de redesenho da rede de atendimento, segundo os Correios, busca melhorar o serviço à população. "Ao final da implantação, o número de canais disponibilizado para o atendimento será maior que o número de agências hoje existentes no país. A empresa vem realizando estudos pormenorizados de readequação da rede, o que inclui não apenas a rede física como também novos canais digitais e autosserviços".
De acordo com a empresa, entre os objetivos do projeto está contemplada a modernização para tornar a companhia mais ágil, competitiva e sustentável, de forma a gerar benefícios e resultados para o Tesouro Nacional, que é o acionista controlador do serviço.