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Cidades

Escola volta às aulas e contrata serviço particular de segurança

Como medida de proteção, a escola contratou um serviço particular de segurança para atuar no entorno da instituição

14 maio 2018 - 23h58 Por Aline Moreira - De Suzano
A escola particular Ferreira Master, localizada no bairro Jardim dos Ipês, retornou às atividades escolares normalmente nesta segunda-feira (14) após o ocorrido do último sábado (12), onde uma Policial Militar (PM) à paisana reagiu a uma tentativa de assalto, em frente à escola, atirando no bandido que morreu após ser socorrido. 
 
Como medida de proteção, a escola contratou um serviço particular de segurança para atuar no entorno da instituição. A diretora pedagógica da escola, que preferiu não se identificar, informou que a decisão de contratar a ronda particular foi da instituição. "Nós pedimos proteção da Policia Militar, mas eles não têm equipe para atuar fixamente aqui. Eu sei que eles estão transitando pela rua, mas acho que é por causa de resguarda da Policial. Por isso contratamos um ronda particular para atuar inteiramente para a escola", explica. 
 
Questionada sobre a posição da escola sobre o ocorrido, a diretora adianta que a instituição não está em condições de falar ao público. Por enquanto a comunicação está sendo feita unicamente e exclusivamente aos pais dos alunos. "Os pais são muitos parceiros da escola e todos tentaram tratar do assunto de forma discreta. Estamos agora pensando no emocional das crianças. A escola ainda não está em condições de se posicionar. No momento, queremos proteger e preservar nossas crianças", argumenta. Uma psicóloga conversou com os alunos para acalmá-los da situação. 
 
Pais 
Os pais demonstraram confiança nas ações tomadas pela instituição de ensino em preservar os alunos e priorizar a segurança. Muitos manifestaram preocupação, mas não a ponto de impedir os filhos de freqüentarem a escola. "Ficamos preocupados, mas a vida tem que continuar. Nossos filhos não podem perder aula por causa disso, confio na escola e nos funcionários e espero que o bairro receba mais segurança para que isso não ocorra novamente", conta uma mãe que preferiu não se identificar. 
 
A preocupação maior é em relação as crianças e principalmente como reagiram com o caso. "Meu filho, de seis anos, presenciou a cena e ficou bem abalado. Conversei com ele e expliquei a situação, ele entendeu, mas ainda está um pouco abatido. Mesmo assim, não vi motivo para deixá-lo faltar, já que a escola nos comunicou que haveria aula normalmente. A vida segue", explica outra mãe que não quis se identificar.
 
De acordo com alguns pais, a rotina dos filhos sofrerá mudanças após o incidente. "Meu filho sempre foi embora sozinho, por precaução, vou vir buscar ele todos os dias. Vamos ver como vai ficar a situação daqui para frente, depois que esfriar o caso, se a segurança por aqui vai aumentar, se eu vou deixar ele voltar sozinho e se ele vai querer voltar sozinho também, preciso saber como ele vai estar daqui a alguns dias", explica a técnica em enfermagem Marta Arcângelo, de 33 anos. 
 
A vulnerabilidade do bairro foi citada pelos pais. De acordo com eles, o local é alvo constante de assaltos. "Falta segurança no bairro e na cidade toda. Estamos infelizmente a mercê desses bandidos", conta um pai. De forma unânime, os pais opinaram positivamente quanto a escola e disseram que receberem todas as informações e instruções necessárias. A reunião de pais e mestres foi cancelada e as aulas irão acontecer normalmente, pois os alunos estão em semana de provas. 

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