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DOENÇA

Leishmaniose é descartada em 100 amostras colhidas em Suzano

No último mês, cinco casos foram verificados em Palmeiras, segundo levantamento

18 maio 2018 - 23h40 Por Marília Campos - De Suzano
Após a morte de cinco cães infectados pela leishmaniose, a doença foi descartada em outras 100 amostras de animais, colhidas por segurança e analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. De acordo com a administração suzanense, os casos verificados ocorreram com os cachorros de um único dono, morador do distrito de Palmeiras. 
 
Quatro, dos cinco cães infectados, sofreram eutanásia. Enquanto um morreu em decorrência da própria doença. "Os trabalhos de averiguação e orientação continuam na cidade, com foco inicial no distrito de Palmeiras, mas também sendo realizados em outras regiões", informou a administração suzanense, que também afirma não haver mais nenhum caso suspeito e nenhuma nova confirmação, por parte das análises executadas pelo Instituto Adolfo Lutz. 
 
Transmissão na cidade
No último dia 23 de abril, o DS publicou uma matéria expondo os cinco casos verificados no município, na região de Palmeiras. Na oportunidade, o posicionamento da prefeitura apontou que todos os cinco cães infectados pertenciam a um único dono, que costumava levar os animais para regiões ermas do país. Naquela ocasião, a administração ainda ressaltou que o mosquito transmissor da moléstia não era verificado em território suzanense há uma década.
 
Contudo, a equipe de reportagem entrou em contato com o proprietário dos bichos, que desmentiu a versão até então conhecida. Segundo o dono dos animais, os cães realmente eram de uma raça voltada à caça, mas não realizavam a atividade. E também não saíram para regiões ermas do país. "Foi aqui mesmo, a gente não sai daqui", afirmou o homem que preferiu não se identificar. A doença é transmitida por meio da picada do 'mosquito-palha', e não pelo contato direto com animais doentes. 
 
O suzanense ainda possui, segundo ele, 'uma dúzia' cães vivendo no mesmo local e nenhuma medida preventiva tem sido tomada, para evitar a interação dos bichos com eventuais insetos. Também de acordo com o dono dos cães, os cachorros fizeram parte das amostras levadas ao Instituto Adolfo Lutz e os resultados deram negativos para a doença. 

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