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RISCO

Alto custo impede fiação subterrânea; fios soltos colocam pedestres em risco

Estimativa é de R$ 1,2 milhão por quilômetro de fiação subterrânea, traria impacto no cotidiano da cidade

21 maio 2018 - 21h15 Por Aline Moreira - De Suzano
Cabos de telecomunicações e, por vezes, de rede elétrica, podem ser encontrados soltos ou pendurados em toda a extensão das principais ruas da malha central de Suzano. Nas principais ruas do Centro, Benjamim Constant e a Avenida General Francisco Glicério, a maioria dos fios está na altura dos olhos, apresentando perigo aos pedestres. Outros ficam entre as árvores e em cima de casas ou comércios. Além de perigo, a fato de não saber se o cabo transmite corrente elétrica é preocupante.
 
A possibilidade de implantar fiação subterrânea foi descartada por conta do custo elevado. Em uma estimativa de R$ 1,2 milhão por quilômetro de fiação subterrânea, o impacto no cotidiano da cidade durante a instalação e eventuais adequações nos sistemas de coleta de esgoto e águas pluviais inviabilizam o projeto como uma iniciativa financiada exclusivamente pelo município, onde se mostra necessária a participação de entes federais e estaduais. 
 
Em fevereiro, o DS publicou uma matéria contabilizando a quantidade de fios expostos nas ruas. De lá para cá, nada mudou, os mais de 30 fios continuam nos postes preocupando os pedestres. Segundo informações da EDP Bandeirante, empresa de energia responsável pela cidade, os cabos são de responsabilidade das empresas de telecomunicação e não são energizados. 
 
"Referente aos casos da Av. Gen. Francisco Glicério e das Ruas Monsenhor Nuno e Benjamin Constant, em Suzano, a Concessionária entrou em contato com as empresas responsáveis para reforçar a necessidade de reparo da fiação", informa a EDP. 
 
A Vivo, empresa de telecomunicação da cidade, enviou uma equipe técnica aos locais mencionado pela reportagem na semana passada para avaliar o caso e a possibilidade de erguer a fiação, na altura máxima permitida, seguindo as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). 
 
A artesã Roseli Giovanini, de 60 anos conta já se acostumou com os fios soltos pela cidade. "É muito feio esse monte de fio pendurado, mas eu já estou acostumada, porque nada é feito para arrumar isso. Os técnicos vêm fazer manutenção com freqüência por aqui, mas nunca retiram os fios excedentes", explica Roseli. 
 
O taxista Fabio Feliciano, de 38 anos, conta que na área central, diversos fios são deixados caídos no meio da rua. "É um descaso com a população. Um fio ficou caído duas por duas semanas perto da estação de trem e ninguém, nem a prefeitura, nem a empresa responsável retiraram a fiação de lá. Fora que os fios que ficam pendurados deixam a cidade feia, esses fios são feios", conta. 
 
"O problema é que os técnicos fazem as manutenções e largam os fios pendurados, eles não recolhem, só deixam lá. Os fios não transmitem energia, mas atrapalham visualmente a cidade e até mesmo as placas de trânsito" conta o taxista Jurandir Magalhães, de 49 anos. 

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