Filas nos postos , serviços públicos afetados e frota de ônibus reduzida em 60%. A rotina dos reflexos negativos por conta da greve dos caminhoneiros foi mantida nessa sexta-feira (25). Para economizar combustível, o transporte público de Suzano manteve ontem a operação reduzida da frota de ônibus. Excepcionalmente hoje, os horários das linhas de ônibus municipais e intermunicipais estarão com o horário de domingo. Desta forma, dos 114 ônibus municipais de Suzano, somente 68 estarão circulando pela cidade.
A Polícia Militar (PM) informou que não há paralisação das viaturas por falta de abastecimento. "A Polícia Militar está acompanhando desde o dia 21 de maio a paralisação de caminhoneiros ocorrida em vias do Estado", ressalta.
Motoristas
Os motoristas dos ônibus explicaram que mesmo com a redução das frotas, os veículos continuam circulando normalmente e sem atrasos. Eles receberem instruções para economizar o máximo de combustível que puderem, mesmo sem mudar os trajetos das linhas.
Passageiros
Para as pessoas que dependem do transporte público, a redução das frotas municipais e intermunicipais, por enquanto, não está interrompendo as viagens. Os passageiros não se queixaram de atrasos. "Eu sempre pego ônibus nesse horário e não percebi nenhuma mudança. O trajeto e o horário de saída do terminal continuam o mesmo", conta a funcionária pública Solange Geraldo Alves, de 52 anos.
Serviços públicos
Os serviços públicos de Suzano foi afetados. O prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) disse ontem que as áreas que estão sendo impactadas são a educação e a saúde. "Não afeta só Suzano, mas todos os serviços essenciais do Brasil inteiro. Aqui na cidade, por exemplo, tivemos que encher os tanques dos veículos que realizam o transporte escolar quando soubemos do caso. O uniforme, que iniciamos as entregas em algumas escolas da região de Palmeiras, atrasou", explicou o prefeito.
Filas nos postos
As filas dos postos de combustíveis de Suzano aumentaram no 5º dia de greve dos caminhoneiros que são contra o aumento do diesel. Até o final da tarde de ontem, pelo menos 10 estabelecimentos já estavam zerados. De acordo com gerentes, ainda não há previsão de novo abastecimento.
Em um posto localizado na Vila Figueira, onde o gerente João Oliveira Rios trabalha, veículos chegaram a fechar as ruas do entorno do estabelecimento em busca de abastecimento. Para se ter ideia, carros formavam filas até na contramão na Rua Monsenhor Nuno. O movimento resultou no término dos combustíveis. "Temos apenas 300 litros de gasolina, o que não é nada. Agora, temos que esperar os caminhoneiros voltarem, não tem outra alternativa", lamentou.
Por outro lado, ele destacou que houve um aumento de 150% de circulação de clientes nos últimos três dias. "Vendemos muito. Milhares de veículos passaram por aqui. Tivemos que até limitar a venda para cada consumidor, como por exemplo, abastecer até R$ 50".
Já a gerente Vanesca Carvalho disse que está preocupada com a situação do reabastecimento dos postos. Segundo ela, demorará cerca de cinco dias para encher o tanque de todos os estabelecimentos e 10 dias para normalizar os atendimentos após os caminhoneiros voltarem às atividades.