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Cidades

Procon orienta consumidor quanto a preços abusivos durante greve

Paralisações entram na segunda semana e causam desabastecimento

28 maio 2018 - 22h45 Por Marília Campos - De Suzano
A greve dos caminhoneiros, que completou nesta segunda-feira (28)  o oitavo dia seguido de paralisações nas estradas, entrou na segunda semana ainda com alguns bloqueios pelo Brasil. A escassez de produtos, sobretudo o combustível, dá margem para a cobrança de preços abusivos no mercado. O Procon de Suzano, embora ainda não tenha recebido nenhuma reclamação da prática em postos de gasolina, orienta a população quanto aos procedimentos adotados para inibir tal cobrança. 
 
De acordo com o órgão, as recomendações para este caso são as mesmas para todos os outros produtos cobrados abusivamente. O consumidor deve guardar a nota fiscal da compra e levar para o Procon, a fim de que seja aberta a reclamação. A entidade deverá, então, encaminhar a situação ao setor específico. No caso dos combustíveis, o setor de fiscalização dos postos fica em São Paulo. O Procon de Suzano fica no centro da cidade, na Rua Baruel, nº 126. O funcionamento da unidade acontece de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. Informações também estão disponíveis pelo telefone (11) 4744-7322.
 
A expectativa é de que os Ministérios Públicos, de cada Estado, também efetue ações de combate às abusividades neste período de recessão ocasionada. As operações acompanham a situação gerada pelas paralisações, de maneira a verificar as ocorrências da prática, o que pode culminar em ações civis públicas e pedido de dano moral coletivo, conforme previsto pela Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCon). 
 
Grande parte dos postos de combustíveis já está zerada. Os estabelecimentos que ainda oferece combustível merecem atenção do consumidor, tanto pelo preço fixado, quanto pela qualidade e procedência do produto comercializado. Isso porque ainda não há informações concretas acerca do acesso das distribuidoras aos pontos de abastecimento, em São Paulo, conforme comunicado do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de São Paulo (Sincopetro). 

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