A greve dos caminhoneiros, que provocou crise no abastecimento de combustível, reduziu o número de doadores do Banco de Sangue, o Hemocentro Transfusão de Suzano em função da dificuldade de transporte.
A queda foi pequena e não comprometeu, a princípio, os estoques do banco. "Percebemos uma pequena queda, mas nada grave. Estamos atendendo em média de 25 a 30 doadores por dia, quantidade suficiente para manter nossos níveis de estoque atualizados. Essa queda não comprometeu até agora o atendimento aos hospitais já que uma redução nos pedidos de sangue ocorreu em razão da crise atual, onde estão cancelando ou postergando cirurgias eletivas, priorizando apenas casos emergenciais", explica o gestor administrativo do Hemocentro, Marco Antônio Garcia.
Garcia destaca que independentemente da situação atual, o tipo sanguíneo 'O' sempre é o mais solicitado pelo Banco de Sangue, principalmente o tipo 'O' Negativo, considerado universal. "Esse tipo é muito utilizado em situações emergenciais, já que pode ser infundido em pacientes de qualquer tipo sanguíneo. Somente 7% da população possui este tipo sanguíneo, por isso percebe-se a importância de captar doadores com este tipo de sangue", diz.
Sem previsão de finalização da greve, o Hemocentro possui um plano traçado em suas operações para evitar impactos negativos nas entregas. Racionar o combustível das motocicletas de entrega e utilizar os veículos movidos a Gás Natural (GNV) são as medidas utilizadas nas entregas de sangue aos hospitais. "Há uma quantidade reservada de combustível para mantermos o atendimento aos hospitais ininterrupto. Mesmo com essas prevenções, estamos sendo racionais no uso destes veículos, pois não sabemos até quando vai durar esta situação crítica", afirma.
Além de poupar combustível, o Hemocentro está estudando rotas alternativas para encurtar trajetos.