Faltando menos de uma semana para a Copa do Mundo de 2018, os comerciantes de Suzano já estão cientes de que terão de fechar as portas nos dias dos jogos do Brasil. Nesta época, os centros comerciais da cidade param para poder acompanhar as partidas, salvo os bares e lanchonetes que permanecem com as portas abetas para transmitir os jogos. Porém, essa prática pode gerar prejuízos para os lojistas, uma vez que os jogos do Brasil irão acontecer no período vespertino.
A Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano explica que a queda de movimento depende muito do tipo de estabelecimento e do horário do jogo. Em média, a associação estima uma queda de 30% no movimento do comércio. "Diante do momento econômico que o país vive, não é uma boa alternativa fechar, o ideal, é o empresário se adequar, instalando uma TV em seu estabelecimento e inovar durante o jogo, como alguma promoção no horário do jogo ou fazer algo especial p/ seus clientes", palpita o diretor de relações públicas da ACE, Cristiano Ferreira Homan.
A questão de segurança é levada em conta nos dias dos jogos. Como as ruas tendem a ficar vazias durante o jogo, ficar com a loja aberta e funcionando pode apresentar perigo para o lojista e funcionários. "Fechamos por segurança porque as outras lojas fecham. Ficar com a loja aberta pode ser um convite para assalto", conta a proprietária de uma loja de roupas infantil, Kátia Keido, de 41 anos.
Para Kátia, o fechamento do estabelecimento gera prejuízo, principalmente à tarde, aonde o movimento e o poder de compra são maiores. "Os primeiros jogos do Brasil irão acontecer à tarde, então provavelmente não teremos nenhum lucro se resolvermos abrir depois do jogo, só teremos despesas com conta de luz. Praticamente perdemos um dia de trabalho. Nosso prejuízo mora aí, na impossibilidade de trabalhar na melhor hora de compra do dia", explica.
A proprietária de uma ótica localizada na malha central, Tereza Yamada, de 65 anos, explica que as datas dos jogos podem influenciar nas compras. "Quando fechamos as portas do comércio, temos um prejuízo no dia porque ninguém vai comprar", explica. Tereza ainda destaca que o maior movimento da loja é no horário vespertino. "Não compensa para a gente abrir o comércio depois do jogo, ninguém vai vir comprar, praticamente perdemos um dia de trabalho", acrescenta.
Para o gerente de uma loja de calçados, Marcelo Silva, de 44 anos, interromper o trabalho para os jogos da copa não é, nem um pouco, benéfico para o comércio. "Acho essa ação de baixar as portas para os jogos muito atrasada", explica.