A Prefeitura de Suzano pode implantar uma lei que proíbe a população de alimentar pombos urbanos na cidade. De acordo com a Secretaria de Saúde, este modelo de legislação seria viável em uma fase posterior ao trabalho de conscientização, que atualmente já é feito pelo setor de Controle de Zoonoses. Em São Paulo, uma lei como esta foi sancionada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) e prevê penalização para quem descumprir por meio de advertência ou multa, cujo valor varia de R$ 200 a R$ 400.
Segundo a Secretaria de Saúde de Suzano, até o momento, não foi registrado notificações ou denúncias de pessoas que alimentam estas aves. Porém, a pasta disse que "esta questão é importante, já que facilitar a alimentação destas aves pode aumentar sua proliferação e a grande concentração de pombos no ambiente urbano pode causar riscos à saúde pública - prevenir é sempre melhor do que remediar", informou em nota.
O DS esteve ontem de manhã nas praças dos Expedicionários e João Pessoa, onde constatou mais de 60 pombos. Na João Pessoa, por exemplo, havia mais de 30 pombos, próximos ao Coreto, comendo migalhas de pão e até mesmo tomando água em uma poça.
O vidraceiro José Pereira disse que é a favor da lei sancionada em São Paulo, que proíbe a população em geral alimentar os pombos. Segundo ele, Suzano e as cidades da região deveriam tomar a mesma medida. "É errado dar comida para essas aves, pois elas trazem prejuízos à saúde da própria população".
Já dona de casa Márcia Cristina Monteiro, que estava sentada na Praça João Pessoa ao redor de milhares de pombos, falou que todos têm o livre arbítrio para fazer o que quiser, porém destacou também que é contra a alimentação aos pombos. "Não vejo benefícios em dar comida para os pombos, mas cada um faz o que acha certo".
O feirante Marcelo Alves, que trabalha em uma barraca que vende pastéis, disse que precisa limpar o espaço varias vezes ao dia para que os pombos não se acumulem no local em busca de restos de comidas. "De sexta-feira e sábado, quando o movimento é maior, tenho que varrer toda hora. Caso ao contrário, enche de pombos procurando comida e as próprias pessoas dão migalhas de pão, pipoca, pastel, entre outros", lamentou.