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Cidades

Moradores 'ilhados' se queixam de condições de estrada na Estância Americana

Além da condição da via, população reclama de proliferação de animais como ratos, cobras, entre outros

22 junho 2018 - 11h54 Por Marcus Pontes - de Suzano

Ilhados. É praticamente dessa forma que moradores do bairro Estância Americana, no Distrito de Palmeiras, em Suzano, estão se sentindo quanto à situação da única via de acesso ao bairro. A Estrada dos Lagos, que dá acesso ao município e também a Ribeirão Pires, está intransitável: uma parte alagada e outra com muito entulho. 

De acordo com técnica em enfermagem, Fernanda Dias de Souza, a condição da via impossibilita que, muitas vezes, os moradores possam receber serviços básicos, como transporte escolar, ambulâncias e viaturas policiais. Disse também que a população acaba tendo que andar pela linha férrea, próxima ao local, para poder levar os filhos à escola ou, até mesmo, ao trabalho. "O próprio trem para antes, porque sabe que passamos por ali. O risco, principalmente, é para crianças e idosos. Não há como sairmos do bairro sem que utilizemos a linha, e isso é um perigo imenso".
 
Já a dona de casa, Katia Aparecida Rodrigues, falou que outra situação complicada se refere às correspondências. Segundo ela, os moradores precisam se deslocar para outra região para recebê-las. "Quando compramos algum móvel, ou algo parecido, a gente precisa ir até à rodovia (Índio-Tibiriçá). Ou, também, pedimos a algum amigo. Carteiro, entregador, ambulância, nenhum desses entra no bairro devido à situação da estrada", lamentou ela.
 
Já a balconista, Tatiane Aparecida Lopes, lamentou que precise andar com os filhos por mais de 10 minutos para que possam ter acesso à educação. Para ela, se a estrada fosse, ao menos de cascalho, o ônibus escolar poderia ajudá-los. "Às vezes, as crianças correm o risco devido ao fato do trem passar. Outras porque saem às 18 horas, e ali está muito escuro".
 
Fora isso, a balconista disse que a estrada alagada e entulho traz, sobretudo, um problema maior: a proliferação de animais peçonhentos. "Tem cobra, rato, barata, escorpião. A gente já viu de tudo. Muitas vezes chega a até entrar nas nossas residências", frisou. 

Prefeitura

Em nota, a Prefeitura disse que deve enviar nesta sexta-feira (22) uma equipe para analisar a situação. E, assim, definir os trabalhos emergenciais. De acordo com o secretário de Manutenção e Serviços Urbanos, Ari Serafim Barbosa, após a checagem, as equipes começarão a realizar trabalhos de limpeza da área obstruída. 

Além disso, quanto às questões de alagamento, Barbosa explicou que desde o ano passado está em tratativas com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) para que possam realizar uma ação conjunta para a limpeza do córrego e um estudo para manutenção permanente. 

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