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Cidades

IBGE percorre domicílios para revelar cenário socioeconômico de suzanenses

Equipe de reportagem acompanhou, na semana passada, os bastidores do trabalho de pesquisa

07 julho 2018 - 22h13 Por Marília Campos - de Suzano
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) encerra nesta semana mais um ciclo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). O trabalho de entrevistas trimestrais é realizado por agentes da entidade, que conta com uma agência própria em Suzano, responsável também pelas amostragens dos municípios de Poá e Ferraz de Vasconcelos. O estudo acompanha a situação socioeconômica de 14 domicílios em áreas pré-determinadas, durante 15 meses divididos em cinco entrevistas. 
 
O último Censo, de 2010, estabeleceu sub-divisões de unidades de pesquisa por amostragem, denominadas setores. Essas áreas correspondem a regiões com 60 domicílios permanentes. Em Suzano, por exemplo, os distritos de Palmeiras e Boa Vista configuram este tipo de setor. Assim como os territórios de Casa Branca e Jardim Natal. Nesta localidade, a equipe de reportagem do DS acompanhou a última entrevista do atual ciclo do Pnad-C, realizada pelo técnico em informações geográficas e estatísticas, Bruno Alves, e pela agente de pesquisa e mapeamento, Bianca Ferreira.
 
 
Processo
 
Em cada uma das 14 casas é solicitada entrevista com um morador ou não morador, desde que saiba responder ao questionário socioeconômico daquele domicílio. O técnico Bruno explicou que a ocorrência de um não morador é rara.
 
A partir do momento em que a primeira entrevista é realizada, a mesma pessoa deve responder aos questionamentos nos quatro encontros seguintes. As cinco visitas para elaboração do ciclo Pnad-C acontecem em um intervalo trimestral. Ao final da quinta e última entrevista, outra equipe do IBGE é responsável por efetuar o Cadastro Nacional de Endereço para Fins Estatísticos (Cnefe) que consiste na atualização das condições daquele domicílio. Ou seja, certifica perante as estatísticas a existência daquela casa como moradia fixa, e não para fins comerciais, por exemplo.
 
As amostras refletem o desenvolvimento socioeconômico a nível nacional e permite a análise contínua de indicadores, principalmente, sobre trabalho e rendimento. A próxima entrevista do Pnad-C está prevista para acontecer daqui a três meses, em outubro, com outros 14 domicílios dos setores estabelecidos. Além dos apontamentos fixos sobre trabalho e rendimento, o questionário da pesquisa aplicada ainda exige informações acerca da escolaridade do indivíduo.
 
Demais indicadores eventualmente aparecem, como perguntas sobre o acesso à tecnologia, migração, fecundidade, ensino técnico e qualificação profissional. De acordo com a agente Bianca, as perguntas variam para cada entrevistado conforme as respostas. "Um pessoa desempregada responderá questões diferentes daquele que trabalha", disse. Por tanto, não é possível estabelecer uma quantia certa de perguntas por entrevista. Todo o processo é feito entre 15 e 20 minutos, por meio de um aplicativo operado exclusivamente pela equipe. 

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