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Cidades

Resistência dos moradores é um dos principais desafios enfrentados pelo IBGE

É importante ressaltar que os agentes não podem escolher domicílios diferentes daqueles pré-estabelecidos pelo Censo

07 julho 2018 - 23h12 Por Marília Campos - De Suzano
Um dos principais desafios enfrentados pelo IBGE é a resistência por parte dos moradores. A visita das equipes gera desconfiança na comunidade arredia com a violência. Para evitar esse tipo de situação, o técnico em informações geográficas e estatísticas, Bruno Alves, pontua a importância da identificação dos crachás, assim como do carro oficial, e dos informativos com o contato para eventuais confirmações do encontro, previamente agendado por carta ou telefone.
 
A dona de casa Maria Sebastiana de Souza Santos, moradora da Vila Natal, recebeu as cinco últimas visitas do Instituto para o Pnad-C. "Eu não conhecia o IBGE e no início fiquei com medo. Depois fui acostumando com as entrevistas. Os vizinhos me perguntam sobre o questionário, ficam curiosos com a pesquisa", diz.
 
É importante ressaltar que os agentes não podem escolher domicílios diferentes daqueles pré-estabelecidos pelo Censo. Além disso, aquele que se recusar a responder ao IBGE está sujeito à multa de dez salários mínimos, conforme a Lei 5.534/68 que dispõe sobre a obrigatoriedade de prestação de informações estatísticas. Logo as equipes adequam o agendamento das visitas conforme a necessidade do morador. O Instituto está disposto a buscar respostas fora do horário convencional, como durante a noite, aos finais de semana e feriado, e até mesmo durante os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. 
 
Vínculo
 
O contato direto com a população é capaz de criar vínculos entre munícipes e agentes que, por vezes, acabam conhecendo a história de vida daquelas pessoas. "Na conversa a gente entende que tem um ser humano ali. Temos que estar lá também para ouvir, é importante essa amizade", observou o técnico Bruno, que chegou ao cargo em 2015. 
 
Desde então, na companhia de Bianca e outros funcionários, tem a oportunidade explorar os cantos de Suzano, Poá e Ferraz. Não apenas para elaboração do Pnad-C, que serve de macro referência nacional e para a região metropolitana, mas também para a análise de importantes pesquisas econômicas nas esferas rurais e industriais da região, entre outros estudos de relevância estatística. 

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