A Prefeitura de Suzano planeja construir 25 salas de aula em várias escolas da rede municipal de ensino até janeiro do ano que vem. Atualmente, a Secretaria de Educação está realizando levantamentos técnicos e orçamentários.
O prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) foi, nessa terça-feira (24), à Escola Municipal Ferreira de Aguiar, na Vila Amorim. Também esteve o chefe da pasta de Educação, Leandro Bassini. Eles conheceram duas novas salas que foram implantadas no local a partir de uma tecnologia inovadora que difere em vários aspectos do tradicional modelo construtivo de alvenaria e que poderá ser utilizada nesta ampliação programada.
“É possível notar que a qualidade é superior à de salas de aula convencionais, de escola pública ou particular. Além de melhores visualmente, também garantem mais conforto térmico, mantendo alunos e professores longe da umidade e do calor”, disse o prefeito.
As salas vistoriadas têm capacidade para abrigar 48 alunos da educação infantil e fazem parte das nove implantadas em cinco unidades municipais neste ano. Para a edificação das estruturas, foram utilizados painéis de Cross Laminated Timber (CLT) ou laminado de madeira cruzada.
Também foram beneficiadas as escolas municipais Luiz Rodrigues de Oliveira, no Jardim Alterópolis; Edna Leite Lima, no Jardim Varan; Odário Ferreira da Silva, no Jardim Belém, distrito de Palmeiras; e José Adelino Moreira de Azevedo, no Jardim Vitória. Os objetivos foram promover o incremento na quantidade de vagas no menor tempo possível e proporcionar uma melhor qualidade do ambiente.
A tecnologia é importada da Europa e foi aplicada nessas unidades por uma empresa contratada pela Construtora Tenda, como contrapartida estabelecida em Termo de Compromisso com a Prefeitura de Suzano em razão da construção de empreendimentos residenciais na cidade.
O material utilizado, feito a partir de Pinus reflorestado e tratado, é mais ecológico, pois gasta menos água, emite pouco gás carbônico e evita os desperdícios tão comuns em uma obra tradicional, que chega a 35%. Também tem durabilidade semelhante ao convencional e é resistente a altas temperaturas.
“Seria o ideal não apenas pela qualidade superior e pelo menor tempo para implantação nas escolas, mas também por ter o custo do metro quadrado cerca de R$ 500 mais barato que o de alvenaria. Por isso já estamos fazendo estudos para saber da viabilidade da contratação desse modelo construtivo”, explicou o secretário.
Antes da abertura das salas de aula para utilização, as escolas atendidas realizaram reuniões com pais e responsáveis para apresentar os locais e explicar sobre o CLT, a fim de rebater qualquer boato a respeito do material e do método utilizados. Todas elas, inclusive, também receberam mobiliário adquirido recentemente pela administração municipal.