O Sindicato Rural de Suzano comentou o projeto de um Mercado Municipal, em Suzano. O DS trouxe na edição desta quarta-feira (25) que a proposta está em estudo na Prefeitura de Suzano. Para a entidade, o empreendimento não seria viável aos produtores.
"Não vai mudar muita coisa para os produtores. A implantação de um Mercado Municipal, no mesmo estilo do Mercadão em Mogi, só vai diminuir as vendas de quitandas locais. Muitos produtores não receberão a mais por isso, não é obrigação do comerciante que possui um box no mercado comprar do município. Por isso, a instalação não seria nada viável para nós. O beneficiado é o comerciante e não o produtor", explica o agricultor e diretor do Sindicato, Natalino Kazuo Haraki.
Paralelamente a posição do Sindicato, Haraki defende um Mercado Municipal voltado somente para o consumo de hortifrutigranjeiro. "Se fizessem um local para o produtor vender seu próprio produto, como uma Ceagesp, seria muito mais viável. Se a demanda maior desse mercado fosse para produtos agrícolas, com certeza seria viável para Suzano", argumenta.
Já para o agricultor Guerino Ramalho, de 64 anos, a implantação do Mercado traria benefícios para os produtores rurais por causa da demanda constante por hortaliças. "É um projeto viável, tanto para o produtor, quanto para o comerciante. Com o mercado localizado em um ambiente de grande movimento, a demanda iria aumentar e com isso o agricultor vai plantar e vender mais. Ambos os lados seriam beneficiados", explica. A única exceção para Ramalho seria vender o próprio produto. Para ele, o lucro seria maior com a produção do alimento e não com a venda direta no local.
"Acho viável a ideia. Acredito que irá fomentar bastante as vendas, principalmente se o mercado ficar posicionado em um local de fácil acesso e grande movimento. Assim as pessoas não precisariam aguardar uma semana pela feira, podem comprar qualquer dia", conta o feirante Robson da Cunha, de 39 anos.
Cunha tem uma pequena quitanda no Jardim Alterópolis e compra sua mercadoria de um produtor de Guarulhos. Ele acredita que o mercado abriria portas para produtores e comerciantes pequenos. "Há dúvidas a respeito de concorrência e despesas para se manter no local, mas acho a ideia muito boa. A qualidade dos produtos iria aumentar, a procura por produtos orgânicos também e as vendas também podem crescer, evitando assim o desperdício de alimentos", conta.
Já para o ramo da jardinagem, a ideia teria de ser repensada. Segundo a proprietária de um comércio de plantas de jardim, Adélia Kitakawa, de 41 anos, a implantação de um mercado municipal seria mais benéfica para produtores de hortifruti, pois a inclusão da jardinagem depende do tamanho do Box. "É interessante sim para o município ter um Mercado Municipal, porém, várias coisas devem ser pensadas”.