Ao invés de bicicletários, a Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana estuda a implantação de paraciclos - estacionamentos destinados para bicicleta - em Suzano.
Os equipamentos devem ser implantadas na região central da cidade, no Jardim Dona Benta (região Norte) e no Parque Max Feffer, com uma capacidade de 10 a 20 vagas cada.
Esta estrutura está dentro do Plano de Mobilidade Urbana e, ainda não há previsão para implantação, que acontecerá mediante consultas mais detalhadas junto à comunidade, informou a Prefeitura.
Atualmente, o único bicicletário público e gratuito na cidade, pertence à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
O local tem capacidade para abrigar 576 bicicletas ao mesmo tempo. De acordo com a companhia, a média de bicicletas estacionadas no mês passado foi de 512 em dias úteis, 279 aos sábados e 126 aos domingos.
"O bicicletário é gratuito. O usuário tem que preencher um formulário com os seus dados pessoais e de sua bicicleta e apresentar documento de identificação para realizar o cadastro", informa a CPTM.
O local funciona durante o horário comercial da Companhia. De domingo a sexta: das 4h à meia-noite e aos sábados, das 4h até 1h.
Opinião
Muitos ciclistas acham a inclusão de um bicicletário público na cidade, uma ideia viável, principalmente pela quantidade de munícipes que, por inúmeras razões, dependem da bicicleta como meio de transporte. Mas, para muitos, o local só terá funcionalidade se vier acompanhado de segurança reforçada para evitar o furto das bicicletas.
"Não adianta colocar bicicletário sem segurança. O local precisa ter câmeras e guardas cuidando das bicicletas. Se for nessas condições e claro, gratuito, o local seria ideal para quem vem para o centro e tem que procurar um local para colocar a bicicleta", conta o ciclista Luis de Jesus, de 58 anos.
O aposentado Valdemar Ribeiro, de 71 anos, também apoia a ideia de um bicicletário público. "Muitas pessoas em Suzano usam a bicicleta como veículo. Seria muito bom se houvesse um local bom para guardá-las. Um lugar com cadeado e segurança. Assim, nenhuma bicicleta seria furtada", diz. Ele também expressa sua opinião a respeito da ciclofaixa do Parque Maria Helena, dizendo que o local precisa de sinalização para funcionar corretamente. "Essa ciclofaixa é muito útil na região, mas precisa de melhorias na segurança. Muitos motoristas não respeitam a gente", conta.
O repositor Francisco Moreira, de 40 anos, explica que um bicicletário faz falta na cidade, principalmente para quem transita pelo Centro. "Com uma estrutura dessas, com certeza os furtos iriam diminuir, teríamos um local para deixarmos nosso meio de locomoção. Isso iria beneficiar muito os ciclistas. Talvez mais pessoas pensariam em usar esse meio de transporte", opina.
Ciclofaixa
De acordo com a Prefeitura, as obras da ciclofaixa na Avenida Vereador João Batista Fitipaldi, localizada no Parque Maria Helena, estão em fase final e com previsão de conclusão em agosto. "Resta apenas a implantação de sinalização no local, com o objetivo de aumentar a segurança de usuários e de motoristas", informa.