Após ser confirmado no domingo como candidato ao governo do Estado pelo PDT, o ex-prefeito de Suzano, Marcelo Candido, disse nessa segunda-feira (6) que “ficou comovido” com a decisão do partido. “É uma sensação de reconhecimento do meu trabalho, da minha história”, disse Candido, em entrevista ao DS.
Ele conta que, durante toda a campanha, “Suzano vai ser sua referência” e que pretende apresentar ações adotadas durante as gestões como prefeito. “Vou fazer campanha falando de Suzano. Isso coloca a cidade no centro do debate”, acrescentou.
A campanha para o governo do Estado é a 2º maior do País. Perde apenas para a campanha presidencial. “Ocupar esse espaço (candidatura) é uma grande honra. Sei que não vai ser fácil”.
O ex-prefeito afirmou também que será o primeiro candidato negro a disputar o governo do Estado. “Essa também será a mensagem. A população tem vontade de mudança”, afirmou.
PDT
No domingo, o PDT de São Paulo anunciou a candidatura de Candido ao governo.
Ele será o segundo candidato do Alto Tietê a disputar uma eleição ao governo do Estado, desde 2006, quando o PMN lançou o advogado poaense, Pedro Luiz Viviani.
O PDT de São Paulo havia fechado aliança com o governador e candidato a reeleição Márcio França (PSB), mas o apoio estava condicionado à indicação do vice ou de um candidato ao Senado, segundo o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Por isso não avançou.
A chapa pedetista inclui ainda Gleides Sodré, presidente da Associação Mulher Trabalhista (AMT), como vice de Marcelo Candido e Antonio Neto, presidente do PDT na capital e presidente licenciado da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), como candidato a uma vaga no Senado. Paula Santos, vereadora de Cabreuva, é a primeira suplente.
História
Marcelo Candido é formado em Geografia pela Unesp, com especialização em planejamento urbano pela Universidade de Brasília.
Foi filiado ao PT desde 1990 e iniciou a carreira política como assessor legislativo do seu pai, então vereador José Candido.
Em 2000, foi indicado pelo partido para disputar a eleição para a Prefeitura, mas não se elegeu. Em 2002 venceu as eleições para deputado estadual, mas deixou a Assembleia Legislativa para disputar novamente (e desta vez vencer) as eleições para prefeito, em 2004. Em 2008, foi reeleito para novo mandato, com 51% dos votos válidos.