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Suzano

Insegurança domina o cotidiano de taxistas e motoristas de Uber

Falta de políticas públicas na área de segurança é questionada por motoristas

09 agosto 2018 - 00h01 Por Aline Moreira - de Suzano
A profissão de motorista de táxi é, segundo os próprios profissionais, rodeada de incertezas com relação aos passageiros, trajetória e destinos das viagens. Por conta disso, a insegurança constante circunda quem fez carreira na profissão. Os motoristas de Uber também sofrem com a insegurança.
 
Os taxistas de Suzano temem pela própria segurança, mas explicam que não há muito o que fazer para contornar a situação, a não ser depender da sorte e da escassez de políticas públicas de segurança. 
 
Allan Silva Lopes, de 33 anos, é taxista há 6 anos em Suzano. Ele explica que segurança é um assunto muito difícil de comentar, pois não há proteção para os condutores e que por conta disso, vivem a mercê da sorte. "Corremos risco iminente todos os dias porque sempre colocamos pessoas desconhecidas em nossos veículos. Falta segurança em todo lugar e com a gente não é diferente", opina. 
 
Lopes já foi assaltado e explica que falta iniciativa policial para precaução de assaltos e violência. "Fui assaltado por um casal que eu jamais imaginei que fariam tal ato. Levei uma coronhada na cabeça, me assaltaram e deixaram o carro, mas o resto foi embora com eles. Não tem muito o que fazer para se proteger, a não ser depender da sorte", conta.
 
O taxista Marcos de Campos, de 53 anos, diz que costuma alertar outros taxistas quando tem suspeita da viagem e do passageiro. "Não podemos julgar as pessoas pela aparência, mas, como as coisas estão difíceis hoje em dia, toda precaução é válida. Eu tento manter a segurança do meu jeito, sempre procurando no mapa o destino do passageiro antes de seguir viagem e deixando meus colegas (taxistas) avisados caso algo aconteça", explica. 
 
Campos explica que por conta disso, evita alguns locais da região. "Sempre que um passageiro sobe no carro ou o solicita, questiono para onde vai e se o local é movimentado. Além disso, dependendo do horário, evito viagens muito longas ou para locais que desconheço", ressalta. Campos ainda salienta que os fins de semana e época de saída de detentos são as datas onde mais ocorrem os assaltos. 
 
Para o taxista Adilson Pires de Souza, de 36 anos, uma das medidas de segurança que encontrou para conter os assaltos foi diminuir a quantidade de dinheiro para troco e adquirir máquinas de cartão. "Nós não temos ajuda de ninguém, a não ser dos próprios motoristas. Então temos que nos virar com o que podemos. Quando achamos a corrida perigosa, enviamos mensagens aos colegas caso aconteça algo", explica. 
 
Empresa usa aplicativo para ‘compartilhar’ trajetos
 
A insegurança também atinge os motoristas de aplicativos de viagens. A empresa Uber explica que a segurança (dos passageiros e motoristas) é prioridade da gestão da empresa e que por conta disso, recentemente adotou no Brasil o recurso de machine learning, que usa a tecnologia para bloquear viagens consideradas arriscadas, garantindo o bem estar do condutor. 
 
Além disso, a empresa também exige que os usuários que optam por pagar somente em dinheiro, que insiram o CPF e data de nascimento para confirmar a identificação antes de ter acesso ao aplicativo. "Os dados que são conferidos com a base de dados do governo federal e os demais usuários, que efetuam pagamento em cartão, já têm seus dados cadastrais fornecidos às instituições financeiras", garante.
 
Localidade
 
O aplicativo também permite que a localização, o trajeto e o tempo de chegada sejam compartilhados em tempo real com quem desejar, assim como permite que solicitações de viagens sejam canceladas por motoristas parceiros quando o atual não se sentir seguro. Também é permitido que o aplicativo impeça solicitações de viagens em áreas arriscadas e, em alguns dias e horários específicos.
 
"Nenhuma viagem é anônima e todas são registradas por GPS. Isso permite que, em caso de necessidade, nossa equipe especializada possa dar suporte, sabendo quem foi o motorista parceiro e o usuário, seus históricos e o trajeto realizado", destaca a empresa. 

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