Suzano realizou na tarde desta quinta-feira (30) o 1º Ato de Combate à Violência Sexual no Transporte Público. O evento é das Promotoras Legais Populares (PLP) com apoio do Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe). A ação aconteceu em frente à Estação Suzano da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A primeira-dama, presidente do Fundo Social de Solidariedade e dirigente do Saspe, Larissa Ashiuchi, esteve presente para apoiar a causa.
A coordenadora das Promotoras Legais e dos projetos especiais do Saspe, advogada Sandra Nogueira, de 62 anos, explica que o ato teve como objetivo alertar e orientar as mulheres a procurarem ajuda em casos de assédios no transporte coletivo. "Queremos trazer esse assunto para a pauta do dia-a-dia. Estamos em uma era tão moderna, mas que os homens ainda insistem em propagar a violência contra a mulher. Os dados que temos hoje são alarmantes, o Brasil é o 5º País no mundo que mais prática violência contra as mulheres, é o País no mundo que mais mata a população LGBT e cada duas horas uma mulher é assassinada", explica.
Cerca de 40 voluntárias estavam presentes conversando com os passageiros que transitavam pelo local. Foram distribuídos apitos e panfletos alertando as mulheres sobre a violência no transporte coletivo; o apito foi doado pela Associação das Advogadas, Estagiárias e Acadêmicas de Direito (Asas), e vinha junto com os dizeres "Não hesite, apite!". O objetivo da ação era atingir cerca de 500 mulheres e de quebra orientá-las a escrever cartazes que posteriormente seriam expostos na entrada da Estação.
A primeira-dama, Larissa Ashiuchi, ressaltou que os casos de assédio não devem ser omitidos, mas sim denunciados. "Temos de orientar as mulheres a não se calarem. Queremos que as mulheres tenham mais voz e que não se calem perante estes casos de violência", enfatiza.
Para denunciar, basta ligar para o 180, que é a Central de atendimento à Mulher e realizar o boletim de ocorrência.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as denúncias de assédio sexual em ônibus, trens e metrôs de São Paulo cresceram 650% em cinco anos. Já na capital, uma em cada quatro mulheres já sofreu assédio no transporte público, o número representa 25% das mulheres paulistanas.