A representatividade feminina atinge 19,3% das candidaturas às eleições gerais, no Alto Tietê, apontam dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Do total de 62 candidatos contabilizados para representar a região, apenas 12 são mulheres. O índice recuou 3,9% em relação ao registro de 2014, quando 17 candidatas concorriam ao pleito, com a representatividade de 23,2%. Na época, a região tinha o total 73 postulantes aos cargos de deputado estadual e federal.
Há 20 anos, a lei eleitoral 9.504 estima uma cota mínima para que as mulheres sejam 30% das candidaturas dos partidos, a cargos no Legislativo. Apesar da exigência, a maior participação do registro feminino ainda é um desafio a ser superado, sob a penalidade de impugnação de coligações inteiras. Em todo o Brasil, os partidos terão até o dia 7 de setembro para alcançar o índice adequado de representativa feminina dentro das legendas. Caso os grupos não atinjam a cota mínima, correm risco de impugnação. Logo, conforme já observado em eleições anteriores no país, não raro são os casos de candidatas 'laranja', ou seja, mulheres que concorrem ao cargo Legislativo apenas para preencher cota.
Em 2014, no Alto Tietê, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) era o partido com a maior representatividade feminina, com seis mulheres. O grupo era seguido pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), com mais duas candidatas. Porém, partidos de maior expressão, com MDB, PT e PSDB não tiveram postulantes do sexo feminino na região.
Nesta eleição, os maiores partidos também não lançaram representantes femininas, exceto o PT, com a candidata à Assembleia Legislativa de São Paulo, Alessandra Shimamoto (PT). No pleito 2018, o Partido Pátria Livre (PPL), Partido Verde (PV) e Partido da República (PR) são os grupos com mais candidatas, sendo dois nomes para cada sigla na região: Amelia Domeni (PPL), Lucia Bitoca (PPL), Lilian Diniz (PV), Fernanda Moreno (PV), Juliana Cardoso (PR) e Policial Katia Sastre (PR). Daquelas seis postulantes que na eleição anterior concorriam pelo PSB, apenas Keiko Ota (PSB) se mantém na corrida eleitoral pelo grupo, em busca da reeleição para o cargo na Câmara Federal. No pleito 2014, Alessandra Monteiro (Rede) e Juliana Cardoso (PR) também se candidataram por diferentes partidos em relação aos atuais, sendo que Alessandra era do PSB e Juliana do PRB.