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Situação no Alto Tietê

Coronavírus trará crise econômica e perdas às indústrias, alerta especialista

Luciana Ikedo afirma que o momento é o mais difícil já enfrentado no mercado financeiro

22 março 2020 - 15h00 Por Carolina Rocha - Suzano
Os impactos do novo coronavírus já são percebidos no mercado financeiro e na economia regional. A constante incerteza causada por esse momento pode afetar as empresas locais que dependem da importação de produtos de outros países, como a China. Para a assessora de investimentos, Luciana Ikedo, esta pode ser considerada a pior crise já enfrentada pelo mercado nos últimos anos. "Enquanto profissional desse mercado, eu já passei por várias crises, mas essa sem dúvida é uma crise sem precedentes", diz Luciana.
 
A assessora explica que a situação atual pode ser dividida em duas partes. A primeira a que diz respeito ao mercado financeiro, com ênfase na economia mundial. "Estamos vendo dias seguidos de quedas na bolsa de valores, algumas empresas perdendo mais que 35% do seu valor nominal. O Ibovespa já caiu muito, acompanhando o mercado internacional", explica.
 
A segunda parte são os impactos que começam a surtir efeito na economia real. "Isso quer dizer que os negócios estão parando, fechando, entrando nesse período de reclusão, para manter as pessoas minimamente expostas para evitar o contágio social, e isso traz outros efeitos financeiros na prática em todos os pequenos negócios", esclarece.
 
De acordo com a especialista, diversos setores e ramos estão sendo afetados pela crise causada pelo Covid-19. Os segmentos de entretenimento, como cinemas, shows, teatro e exposições são os mais afetados. Em seguida, o ramo de turismo, que engloba as companhias aéreas, hotéis e outras empresas do setor também serão prejudicadas, assim como o comércio como os shoppings e restaurantes.
 
Apesar de algumas medidas estarem sendo avaliadas e implantadas pelo governo para amenizar os impactos na economia, (como adiamento do pagamento de tributos e linhas de crédito subsidiadas), a especialista fala que a situação requer que os empresários e microempreendedores busquem alternativas para a manutenção da receita, como o reposicionamento no mercado. "Buscar o reposicionamento quando possível, procurando entender quais são as dores desse momento, é a forma que esse empresário poderia contribuir positivamente para a comunidade e a sociedade nesse momento tão crítico."
 
Além disso, Luciana reforça sobre o planejamento familiar e empresarial. "É de extrema importância que as famílias quando fazem seu planejamento pessoal, tenham uma reserva de emergência. Assim como as empresas terem um capital de giro que suporte a alteração nesses momentos mais críticos. Então isso sempre precisa ser lembrado, porque é efetivamente nesses momentos que a gente percebe a importância de ter isso bem estruturado", conclui.

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