O número de passageiros que utilizam os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) por uma das 12 estações do Alto Tietê caiu 73% desde o início da quarentena. Os dados são da Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos (STM) de São Paulo.
A redução ocorre desde o início da quarentena, determinada pelo governador João Doria (PSDB) em 24 de março. A região conta com oito estações pertencentes apenas à Linha 11-Coral (Estudantes, Mogi das Cruzes, Braz Cubas, Jundiapeba, Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos e Antonio Gianetti Neto), três da Linha 12-Safira (Aracaré, Itaquaquecetuba e Engenheiro Manoel Feio), além de Calmon Viana, que atende as duas linhas.
O comparativo é feito com o último dia útil antes do início oficial da quarentena (segunda-feira, 23 de março), este considerado pela pasta como um dia "comum". A entrevista coletiva em que o governador determina a paralisação aconteceu no sábado, 21 de março, dois dias antes da data usada como base para o levantamento.
Neste mesmo dia, o DS foi às ruas de Suzano e conversou com alguns comerciantes que afirmaram que na segunda-feira, 23 de março, não trabalhariam mais. Assim, é bem provável que o fluxo de passageiros na data base do levantamento já tenha sido "abaixo do normal".
Aumento no horário de pico
Na semana passada, durante horário de pico, houve aumento médio de 15% na oferta de trens nas linhas da CPTM. "A operação é monitorada a cada hora, sobretudo em horários de pico, e quando constatada a necessidade de mais trens, eles são imediatamente injetados para não ocorrer aglomerações", diz a secretaria.
Sistema
Houve ainda queda de 72% na demanda dos ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU-SP), que atendem as 10 cidades da região com viagens intermunicipais. Em nota, a STM informou que todo o sistema opera com a oferta de até 65% da frota. Houve queda de 80,2% da demanda no Metrô, sendo a Linha 4-Amarela com redução de 80,5% e a Linha 5-Lilás com redução de 76%.