Considerado um dos funcionários da Saúde da linha de frente do combate ao coronavírus em Suzano, o diretor da Vigilância Sanitária, Mauro Vaz, testou positivo para Covid-19. Ele também coordena o Pronto-Socorro (PS) Municipal no qual foram constatados pacientes com a doença.
Vaz está isolado em um hotel, em Mogi das Cruzes. Não tem sintomas da doença, apesar de ser do grupo de risco: enfrentou uma tuberculose e três pneumonias e foi curado.
O diretor da Vigilância recebeu o resultado do teste no domingo, dia 12 de abril. Mas acredita que tenha se infectado entre os dias 3 ou 4 deste mesmo mês.
Na manhã desta quinta-feira (16), Vaz falou com o DS, por telefone. Disse que está bem. Conversou com familiares e espera retornar ao trabalho na próxima semana. Fará outro teste antes. "Nesse momento é preciso trabalhar o lado psicológico", disse. "Você não tem sintomas, mas os sinais psicológicos acabam aparecendo, como a dor de cabeça, por exemplo", afirmou Vaz.
No isolamento procura andar pelo quarto e fazer exercícios. No período das refeições, os funcionários do hotel deixam a alimentação na porta.
Diariamente ele mede a temperatura do corpo. Disse que não foi necessário tomar qualquer remédio. Mas defende o uso da hidroxicloroquina. "Muitos pacientes do PS que tomaram ficaram bons em três ou quatro dias. Se precisasse tomaria", afirmou.
Segundo Vaz, a consciência da possibilidade de ser contaminado com o coronavírus existia por causa do trabalho na linha de frente do Pronto-Socorro. "O risco era iminente", acrescentou.
Antes mesmo de fazer o teste, o diretor da Vigilância já havia se afastado da família. "Estava praticamente há um mês fora por causa dos riscos", lembrou.
Ele disse, nesta quinta-feira, que,neste momento, "é preciso valorizar a vida". Sabe das dificuldades econômicas de todos os setores, mas o isolamento social é uma das únicas armas de evitar a contaminação. "É difícil ficar em casa. Não é fácil a quarentena.Mas essa fase vai passar", disse Vaz.
O diretor da Vigilância está otimista. Acredita que a normalidade será gradativa. "Acredito que começa a se normalizar na 1ª quinzena de maio", disse. "A ciência trabalha para achar uma vacina. Vamos vencer", finalizou.