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Cidades

Pandemia Covid-19: empresas de turismo de Suzano contabilizam prejuízos

17 abril 2020 - 10h00 Por Carolina Rocha - de Suzano
As empresas de turismo e viagens de Suzano contabilizam prejuízos causados pela pandemia do novo coronavírus. O reflexo da doença já afeta os caixas e o capital de giro nas agências da cidade. Em alguns estabelecimentos, o déficit nos caixas das empresas já gira em torno do R$ 10 mil reais, devido a cancelamentos dos pacotes de viagens.
 
É o que explica a Flávia Alessandra Gonçalves Galvão, proprietária e uma empresa de turismo localizada em Suzano. Ela explica que o ramo foi duramente afetado pela crise. "O nosso segmento foi o primeiro a parar, e provavelmente vai ser o último a voltar", diz. Flávia conta que desde que a pandemia começou, o número de cancelamentos e adiamentos de viagens foi de 95% até o momento.
 
"Não tenho mais renda, isso porque não tenho mais vendas acontecendo. Tem cliente que desmarcou e cancelou a viagem. As excursões que fazemos também estão totalmente paradas", explica. Em quase um mês de quarentena, a proprietária já calcula um prejuízo de cerca de R$ 7 mil. "Varia muito, mas esse é o meu prejuízo por enquanto", conta.
 
Flávia acredita que as vendas voltem a normalidade apenas no segundo semestre. "As pessoas querem viajar, mas estão impossibilitadas. Acredito que as vendas de viagens e excursões voltem ao normal, e ainda não 100%, apenas em setembro", finaliza. Valdeiza de Souza Rolim é agente de viagens em uma empresa de turismo na cidade. Ela diz que todas as viagens estão paradas, o que já causou um prejuízo de R$ 10 mil reais para o seu negócio. "Os ônibus não podem rodar, os hotéis estão em grande parte fechados. Os que estão abertos, são apenas para a manutenção do espaço. A parte de aéreo ainda funciona, mas muito pouco. 97% dos voos foram cancelados. O turismo parou", lamenta.
 
Com todas as vendas paradas, Valdeiza explica que grande parte do prejuízo vem por conta dos cancelamentos feitos pelos clientes. "Em muitos casos o cliente cancela e quer o dinheiro de volta, não quer remarcar a viagem para o segundo semestre. E por ter um público mais velho, muitos deles tem medo de viajar, porque são do grupo de risco da doença", completa. 

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