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Cidades

Suzano pode perder até R$ 30 mi do orçamento anual por causa do Covid-19

Somente na arrecadação do ICMS já houve queda de quase 20%; estimativa ainda não chegou ao topo

18 abril 2020 - 20h00 Por Carolina Rocha - de Suzano
Suzano pode perder até R$ 30 milhões no orçamento anual de acordo com estimativas da gestão municipal. 
 
A informação foi divulgada pelo prefeito do município, Rodrigo Ashiuchi (PL), na tarde da última quarta-feira (15). Segundo o prefeito, somente na arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) já houve queda de quase 20%.
 
Entretanto o prefeito explica que "da mesma forma como o Covid-19 não chegou ao seu topo, a queda ainda é uma estimativa."
 
De acordo com Ashiuchi, a pandemia de coronavírus não afeta somente a área da saúde, mas também a área econômica e social da cidade. "Na parte econômica, você vê os números que os bancos internacionais projetam para o Brasil. Uma queda de mais de 5% no PIB (Produto Interno Bruto) nacional, e uma estimativa de crescimento de 2,1% a 2,3%, isso se não cair. Estamos falando de 2 a 3 anos para recuperar e igualar esses números, então a gente fica muito preocupado, mas vamos lutar lado a lado com cada comerciante e empresário da cidade", explica.
 
Segundo o prefeito, a municipalidade adotou medidas para ajudar o comércio em Suzano. 
 
Todos os tributos municipais terão flexibilidade no pagamento, inclusive a dívida ativa do município. "No que cabe a Prefeitura, nós prorrogamos o pagamento dos nossos tributos municipais, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), taxa de licença e outros. Nós prorrogamos até o dia 15 de dezembro, sem juros e sem correção. A gente vai ajudar na maneira que for possível", reitera.
 
Quanto a volta do comércio que vem sendo solicitada por parte dos empresários da região, o prefeito reforça que entende os comerciantes nesse momento de crise. Além disso, ele se diz preocupado com o comércio. 
 
"Todos sabem da minha história. Eu sou comerciante, minha família tem comércio na cidade. Sei que não é fácil, é uma luta diária", diz. Ashiuchi também falou que a municipalidade não tem a intenção de multar os comércios e tomar nenhuma ação financeira, e que a principal preocupação da gestão é a saúde, tanto dos próprios comerciantes como das suas famílias e demais habitantes da cidade. 
 
"Nossa ideia aqui não é multar ninguém, muito pelo contrário. É apoiá-los dentro do que for possível. Lógico que temos o respeito as normas do Governo do Estado de São Paulo, o governador João Doria tem tomado as atitudes e nós estamos seguindo. Nós vamos continuar acompanhando os números. É um momento difícil para todos", conclui.

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