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Cidades

Ashiuchi descarta corte de salários e avisa: ‘Se tiver um a ser cortado, 1º será o meu’

Prefeito reitera que ainda não há necessidade de corte de salários, mas não descarta possibilidade

19 abril 2020 - 05h00 Por Carolina Rocha - de Suzano
O prefeito de Suzano Rodrigo Ashiuchi (PL), disse em entrevista ao DS que não há necessidade de corte de salários de servidores públicos, em meio à pandemia de Covid-19. A medida (redução) não é bem vista pelo prefeito como forma de conter os danos causados à economia da cidade pela pandemia. Ashiuchi reitera que se algum salário precisar ser cortado, o dele será o primeiro a sofrer a redução. "Se tiver um salário a ser cortado, primeiro será o meu. Se houvesse essa necessidade, pode ter certeza que eu serei o primeiro a propor o corte no meu salário, que seja o meu o primeiro", diz.
 
De acordo com o prefeito, a inviabilidade desse corte no momento é derivada das ações que tem sido tomadas pela municipalidade. 
 
Isso porque um trabalho de gestão foi feito na cidade, em parceria com a Câmara dos vereadores e demais mecanismos que integram a Prefeitura. 
 
"Nós pegamos uma situação muito difícil em 2017 na cidade. Suzano ainda tem dívidas, mas é uma cidade com suas contas equilibradas", diz. 
 
Ainda sobre a economia da cidade, Ashiuchi explica que, apesar de Suzano ter contas a pagar, a cidade é equalizada, um dos fatores que impede o corte dos salários. 
 
"Suzano é uma cidade que tem as contas programadas, planejadas. Hoje nós não temos a necessidade de corte de salários dos nossos servidores públicos. E nossa realidade também não é de corte de salário das conveniadas, pessoas de associações que fazem serviços para a cidade de Suzano", explica.
 
Além disso, o prefeito disse que os reflexos da pandemia na economia podem se estender por mais tempo, mesmo após o fim da quarentena. "Pode ser que a duração dessa epidemia e desse transtorno na nossa economia dure 3 ou 4 meses para frente. A gente não sabe", pondera.
 
De acordo com o prefeito, os vereadores continuam trabalhando, mesmo com os seus gabinetes fechados, e se colocam a disposição da gestão para ajudar no que for necessário. Fora isso, grande parte dos vereadores está nas ruas acompanhando ações em parceria com a Prefeitura, como limpeza e manutenção. 
 
Além disso, parte dos mais de 5.300 servidores públicos tem realizado atividades remotas, e trabalhado no sistema de home office. 

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