A Uber, empresa de aplicativos para viagens, vai expandir nas próximas semanas, um projeto que consiste em pagar valores dos trajetos de doadores de sangue, que quiserem se deslocar aos hemocentros durante a pandemia do novo coronavírus. O estado de São Paulo e o Alto Tietê poderão ser beneficiados na ação.
Ainda não há previsão de quais cidades serão incluídas no projeto, mas a ação já começou na última segunda-feira, 6, nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Teresina (PI) e Fortaleza (CE).
As viagens que custarem até R$ 30 para cada trecho (ida e volta) serão pagas por meio de um código promocional, que será específico para cada região. Os melhores e mais urgentes locais para receber doações serão definidos pelas próprias cidades, observando a situação emergencial de cada estoque.
A medida faz parte de um compromisso anunciado pelo CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, de fornecer, em todo o planeta, 10 milhões de viagens e entregas de alimentos gratuitas para profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate ao novo coronavírus, além de idosos e pessoas em necessidade durante a pandemia.
Necessidade
O banco de sangue de Suzano pode acabar sendo um dos beneficiados com a ação, seguindo os critérios atuais da Uber. Isso porque a unidade vem sofrendo com a pouca quantidade de sangue dos tipos O+ e O-, conforme informou reportagem publicada pelo DS no fim de março.
Na época, o hemocentro pediu para que as pessoas doassem "o máximo que pudessem" destes dois tipos. O temor do banco de sangue era de que o estoque acabasse, caso doadores não aparecessem. Apesar de não existirem evidências até o momento de transmissão do novo coronavírus pela transfusão de sangue, o DS foi até o hemocentro de Suzano e constatou que há uma preocupação grande com relação à proteção dos doadores. Uma das ações é o uso de máscaras de proteção por parte dos funcionários.